CPI do INSS: presidente dos pescadores se enrola e sai preso de sessão
Ele caiu em contradição sobre o "Careca do INSS".
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 04/11/2025 às 11:24 | Atualizado em: 04/11/2025 às 11:24
Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entrou em contradição e saiu preso da CPI do INSS, após receber voz de prisão do presidente da comissão, senador Carlos Vianna.
Conforme informações do g1, ele permaneceu em silêncio durante grande parte das perguntas na sessão desta segunda-feira (3).
Segundo a publicação, Viana afirmou que o depoente, em condição de testemunha, fez afirmação falsa, negou ou calou a verdade.
Assim, o pedido foi feito pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) e acatado pelo presidente da comissão.
Essa é a terceira prisão da CPI, sendo as outras duas do presidente da Conafer e do ex-diretor de empresas do Careca do INSS.
De acordo com o relator, Lincoln mentiu sobre o motivo de sua saída da direção da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA) – ele declarou que tinha renunciado ao cargo, quando na verdade tinha sido afastado como medida cautelar – e “negou por meio do silêncio” conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mas admitiu o vínculo ao responder a outras perguntas.
Assim, convocado como testemunha, Lincoln compareceu com habeas corpus preventivo concedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão garantiu o direito ao silêncio e à não autoincriminação.
Como resultado, o senador Carlos Viana encerrou a sessão dizendo que o depoente chegou amparado por um habeas corpus e que Lincoln “esperava se esconder no silêncio”.
“Mas o silêncio, senhoras e senhores, também fala. E o silêncio de quem deve explicações, grita mais alto que qualquer palavra”, afirmou Viana.
Abraão foi acusado de apresentar “inverdades e contradições”. Foi interpretado pela comissão que o silêncio dele “prejudicou a verdade”.
Lincoln também teria mentido sobre a natureza de sua relação com Gabriel Negreiros, tesoureiro da CBPA, e sobre o alcance da procuração passada a Adelino Rodrigues Junior.
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Foto: Carlos Moura/Agência Senado
