Frota de ônibus em Manaus vai circular só metade neste dia 21

Justiça autoriza greve parcial. Nos horários de pico, devem circular 80% dos coletivos

Publicado em: 20/07/2026 às 22:10 | Atualizado em: 20/07/2026 às 22:10

A Justiça do Trabalho determinou, nesta segunda-feira (20), que o transporte coletivo de Manaus mantenha uma frota mínima em circulação durante a paralisação dos rodoviários. A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) exige que 80% dos ônibus operem nos horários de pico e 50% nos demais períodos.

A determinação prevê circulação mínima entre 6h e 9h e das 17h às 20h. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) poderá ser multado em R$ 120 mil por hora caso a ordem seja descumprida. O desrespeito à decisão também pode configurar crime de desobediência.

O desembargador David Alves de Mello Junior determinou ainda que o sindicato organize uma escala de rodízio entre os trabalhadores para garantir a continuidade parcial do serviço. As manifestações também não poderão ocorrer a menos de 200 metros das entradas das garagens das empresas.

Motivo da paralisação

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a mobilização ocorre devido a atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores. A categoria afirma que as empresas não estariam cumprindo os prazos estabelecidos anteriormente pela Justiça.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), por sua vez, afirmou ter sido surpreendido pela paralisação e disse que não recebeu aviso prévio sobre o movimento. A entidade informou que pretende adotar medidas judiciais para garantir a retomada do serviço e afirmou manter diálogo com os trabalhadores.

A Prefeitura de Manaus declarou que não possui débitos pendentes de 2026 com o Sinetram. Já o Governo do Amazonas informou ter repassado mais de R$ 31,1 milhões ao sindicato patronal referentes ao Passe Livre Estudantil de 2025.

Sobre valores ainda pendentes, o Estado afirma que há um depósito judicial realizado no ano passado, mas que os recursos não foram liberados devido à falta de uma petição conjunta necessária ao procedimento.

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Foto: divulgação/Semcom