Relator da CPMI do INSS diz que não fez juízo de valor de Silas Câmara
Deputado Alfredo Gaspar afirma que não fez juízo de valor sobre Silas Câmara após citar repasses financeiros.
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 05/11/2025 às 15:31 | Atualizado em: 05/11/2025 às 15:31
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), disse que não formou opinião sobre a conduta do deputado Silas Câmara (Republicanos) ao citar o nome dele e de familiares durante interrogatório na sessão do colegiado, que investiga o desvio de recursos do pagamento de aposentados e pensionistas do órgão.
Na sessão da última segunda-feira, 3 de outubro, o relator pressionou o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira, que saiu preso da reunião, a explicar o repasse de R$ 1,9 milhão à empresa Network, que fez transferências ao deputado e familiares.
Com base na quebra de sigilo, Gaspar perguntou sobre repasse de R$ 9 mil para o deputado; R$ 11 mil à Fundação Boas Novas do pastor Jonatas Câmara, irmão de Silas; R$ 97 mil para Heber Tavares Câmara, filho; e R$ 170 mil a Milena Câmara, filha.
Em nota, o deputado amazonense repudiou o envolvimento do nome dele e de familiares com qualquer irregularidade.
“Todas as relações citadas ocorreram entre empresas regulares, corretas e constituídas nos termos da lei, sem qualquer participação ou interferência pessoal de minha parte”, afirma Silas.
“O meu papel como relator da CPMI do INSS é seguir o caminho do dinheiro desviado dos aposentados e pensionistas, doa a quem doer. No momento, não fizemos ainda juízo de valor e estamos buscando esclarecer os fatos”, disse o relator ao BNC Amazonas, referindo-se ao deputado amazonense.
Contratos
Silas esclareceu que todas as transações foram documentadas: “Os contratos mencionados são legais, transparente e devidamente comprovados, com serviços devidamente prestado, notas fiscais emitidas, tributos recolhidos e documentação à disposição de quem se digne a lê-las”.
O deputado lamentou que “um simples contato prévio, tenha motivado denúncia por parte dos responsáveis pela investigação”, uma vez que seria fácil localizá-lo.
“Mas não posso deixar de expressar minha indignação serena diante da forma como insinuações desprovidas de prova acabam ferindo reputações e famílias que constroem suas histórias com trabalho e fé”, disse.
Por meio de nota, a empresa Network Mídias disse que manteve contrato com a CBPA, cujo objeto [não especificou] foi “integralmente executado e documentado, como emissão de nota fiscal e recolhimento de impostos”.
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O pastor Jonatas e a Fundação Boas Novas também divulgaram comunicado. O religioso repudiou categoricamente que tenha recebido dinheiro da empresa.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
