Estudo desmente Trump sobre paracetamol na gravidez e autismo

Pesquisa publicada na revista BMJ confirma que não há relação entre o uso do medicamento e transtornos do espectro autista.

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Publicado em: 10/11/2025 às 10:34 | Atualizado em: 10/11/2025 às 10:38

Um amplo estudo publicado nesta segunda-feira (10) na revista BMJ descartou qualquer vínculo entre o uso de paracetamol na gravidez e o autismo em crianças.

A pesquisa desmente declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia sugerido a relação sem apresentar provas científicas.

Segundo os autores, as evidências disponíveis são insuficientes para confirmar qualquer ligação entre o remédio e o autismo ou o déficit de atenção.

O medicamento, vendido como Tylenol ou Panadol, continua sendo o analgésico mais indicado para gestantes, ao contrário da aspirina e do ibuprofeno, que oferecem riscos ao feto.

Após as falas de Trump, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou a ausência de qualquer evidência científica. O novo estudo reforça esse consenso.

A publicação é uma “revisão guarda-chuva”, que reúne análises anteriores sobre o tema.
Segundo os pesquisadores, os estudos que indicaram correlação têm qualidade baixa e não excluem fatores como genética ou condições de saúde da mãe.

Especialistas elogiaram a revisão. Para Dimitrios Sassiakos, professor da University College London, o trabalho “confirma o que especialistas repetem em todo o mundo”.

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Foto: Isac Nóbrega/PR