COP-30: Alckmin abre dois dias de debates políticos falando de energia
Vice-presidente cobra metas globais e defende transição energética acelerada diante da descoberta de novo petróleo no Brasil.
Publicado em: 17/11/2025 às 11:35 | Atualizado em: 17/11/2025 às 11:37
Geraldo Alckmin usou a abertura da sessão ministerial da COP-30, em Belém, nesta segunda-feira (17), para pressionar governos e empresas a acelerar a transição energética. Ele defendeu metas claras até 2030 para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, justamente no dia em que a Petrobras anunciou petróleo de alta qualidade no pós-sal da Bacia de Campos.
No discurso, o vice-presidente destacou: “Na aceleração da transição energética, para sair da dependência dos combustíveis fósseis, a meta é triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030”. Ele advertiu, em seguida: “Essa data está logo ali, mas os dados mostram que a capacidade renovável hoje ainda é a metade do que seria necessário para alcançar a meta”.
Alckmin afirmou que a COP-30 precisa entregar um mapa do caminho para orientar governos e setores produtivos. A proposta inclui o fim do desmatamento ilegal, novas ações para valorizar florestas e impulso à sociobioeconomia. O plano também prevê a recuperação de áreas degradadas e uma cooperação mais direta entre governos, empresas e comunidades. “Somente em um ‘mutirão’ lograremos mudar mentes e realidades”, disse.
O vice-presidente ainda reforçou a defesa do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), criado para captar US$ 125 bilhões no mercado privado. O modelo destina ao financiamento climático o spread gerado pela diferença entre o retorno das aplicações e o pagamento aos investidores, garantindo remuneração proporcional aos países que conservam florestas tropicais.
Ao encerrar a fala, Alckmin disse que o debate climático precisa sair do discurso e entrar na prática. “Nosso dever é garantir que a ação climática global seja guiada pela ética da responsabilidade, unindo ciência, solidariedade, progresso e dignidade […]. O tempo de agir é agora”.
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
