Pesquisadores apresentam livro em experimentações semióticas

Obra reúne pesquisas do grupo Mediação e celebra 15 anos de estudos sobre comunicação, cultura e complexidade na Amazônia.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 20/11/2025 às 11:21 | Atualizado em: 20/11/2025 às 11:23

A apresentação do livro “Linguagens e comunicação na Amazônia” (Valer), organizado pelas professoras Mirna Feitoza, Ítala Clay Freitas e pelo professor Wilson Nogueira, fez parte da mostra acadêmica Experimentações Semióticas, realizada no dia 19 de novembro, no laboratório de fotografia Silvino Santos, da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O evento comemorou os 15 anos do Grupo de Pesquisas em Comunicação, Complexidade e Cultura (Mediação), criado para estudar fenômenos culturais a partir das teorias dos campos abraçados pela proposta do grupo.

Melhores momentos

O livro expressa os resultados de pesquisas e ensaios dos melhores momentos do mediação, selecionados por meio de chamada de edital.

Porém, “os desafios continuam e o principal deles é perceber a Amazônia não mais como laboratório de pesquisa que testa hipóteses exógenas, mas, sim, um lugar gerador de conhecimento, a partir da própria capacidade de suas gentes, de pensar, pesquisar e dar respostas as suas demandas biossocioculturais”, dizen os organizadores na “orelha” da obra.

Destacam ainda que a proposta do mediação quer, por intermédio, dos campos da semiótica, comunicação e estudos da complexidade estabelecer diálogos entre atores regionais – sociedades tradicionais e as comunidades urbanas emergentes – e, assim, evitar a cristalização de conhecimentos.

Experimentos

A mostra foi realizada pelos alunos do professor Felipe Vlaxio, ministrante da disciplina semiótica da informação e comunicação, e coordenada pelas professoras Mirna e Ítala, fundadoras do grupo mediação.

Os trabalhos abordaram a aplicação de conceitos semióticos na análise das artes visuais, novela, publicidade, memes, grafite, pixo, picho, interação espacial etc.

A avaliação dos professores é que a qualidade sinaliza que o mediação colabora, efetivamente, contribui com a formação de acadêmicos, pesquisadores e professores na compreensão das culturas amazônicas e as colocam em diálogos entre si e com a diversidade do conhecimento humano.

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Foto: divulgação