Filhos de Bolsonaro armaram circo para fuga do pai

Vigília armada convocada por Eduardo e Flávio reforçou suspeita de fuga e tentativa de tumultuar a ação da PF.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 22/11/2025 às 08:46 | Atualizado em: 22/11/2025 às 08:47

A vigília convocada por Eduardo e Flávio Bolsonaro, horas antes da violação da tornozeleira, foi tratada pela Polícia Federal como uma manobra organizada para criar caos e dificultar o cumprimento de uma eventual ordem de prisão.

Os investigadores apontam que os filhos de Bolsonaro atuaram para produzir um cenário de confronto e vitimização, típico da estratégia política que o bolsonarismo usa quando se vê diante de decisões judiciais iminentes.

A PF registrou que a presença de apoiadores armados, carros em movimento constante, drones e discursos inflamados criavam um ambiente capaz de atrasar, expor e até impedir a ação policial.

Segundo relatos enviados ao ministro Alexandre de Moraes, o comportamento do entorno mostrava clara preparação para tumulto, com risco calculado de fuga caso Bolsonaro tentasse deixar o local durante a confusão.

Eduardo e Flávio impulsionaram a narrativa de “cerco político” nas redes ao mesmo tempo em que chamavam a militância para a porta da casa do pai.

Para a PF, essa dupla operação, a mobilização física e o discurso nas redes, tinha o objetivo de gerar cortina de fumaça, inflamar apoiadores e dificultar a atuação de agentes que monitoravam o preso doniciliar.

Com a violação da tornozeleira à 0h08 deste dia 22 de novembro, o roteiro de tensão montado pelos filhos reforçou a percepção de que havia tentativa coordenada de derrubar o monitoramento e criar pretexto para fuga ou pedido de asilo na embaixada dos Estados Unidos, a poucos quilômetros dali.

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Foto: Roberto Jayme / Ascom / TSE