Bolsonaro julgado e preso, bolsonaristas ainda querem ‘minuta do golpe’

Aliados no Amazonas mantêm mesmo discurso da época da denúncia do golpe para manter a base animada

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Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 26/11/2025 às 15:33 | Atualizado em: 26/11/2025 às 15:33

O tropeço de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao falar sobre a tentativa de golpe reacendeu o discurso bolsonarista no Amazonas, nesta terça-feira (25 de novembro). A fala ocorreu após ele deixar a Superintendência da Polícia Federal, onde visitou o pai, já preso após condenação no STF.

Ao comentar o caso, Carlos disse: “Você vê, uma tentativa de golpe, onde ele não estava aqui.”

Em seguida, recuou:

“Uma tentativa de golpe que não existiu… Cadê a minuta? Eu não vi minuta.”

A declaração gerou reação imediata entre aliados amazonenses, que repetiram a mesma narrativa usada desde o início das denúncias de golpe.

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Todos presos!

Pressão pela anistia e defesa de Bolsonaro

Para o deputado federal capitão Alberto Neto (PL), há perseguição judicial, e a saída para “resgatar a democracia” é aprovar uma anistia geral e irrestrita.

“Existe uma perseguição política nesse país, que é uma falsa democracia, uma ditadura da toga. Sabe onde aconteceu isso? Aqui do lado, na Bolívia, com Evo Morales sendo preso”.

Outro que defendeu a anistia de Bolsonaro foi o presidente do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento. Ele classificou a prisão como uma “cortina de fumaça para que a grande imprensa não fale do banco master”.

“Defender Bolsonaro é defender o direito de todos nós vivermos em um país onde a lei não tem lado e onde a política não se sobrepõe à justiça”.

No mesmo tom, Alfredo Menezes Júnior, ex-superintendente da Suframa, negou em entrevista ao programa PodMais que tenha havido qualquer articulação golpista.

“Você não tem golpe de Estado sem emprego das Forças Armadas. Tem que ter uma liderança militar. Isso não teve”.

No Legislativo estadual, o deputado Delegado Péricles (PL) classificou a decisão de Moraes como abrupta.

Já a deputada estadual Débora Menezes (PL) também criticou a decisão nas redes sociais, destacando a questão da inelegibilidade.

“Inelegível até 2060? Isso não é justiça, é vingança política!”

Na câmara municipal de Manaus, o vereador Francisco Carpegiane de Andrade, conhecido como capitão Carpê (PL), questionou a legalidade da prisão preventiva.

“Mesmo com a saúde debilitada, Bolsonaro continua preso por suposto risco de fuga. Você acha justo esse processo?”

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O silêncio de aliados

Alguns aliados, porém, não se manifestaram sobre o início do cumprimento da pena.

Entre eles estão o deputado federal Fausto Jr. (União Brasil), o vereador Ubirajara Rosses do Nascimento Júnior, conhecido como coronel Rosses (PL), e o governador Wilson Lima (União Brasil).

Todos haviam comentado apenas sobre a prisão preventiva no último sábado (22) e não se pronunciaram sobre a nova fase do caso.

Além deles, a pré-candidata bolsonarista ao governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), que também defendeu Bolsonaro no último fim de semana, permaneceu em silêncio, assim como o vereador sargento Salazar (PL).

Com a gafe de Carlos e a prisão em andamento, o grupo político mantém as mesmas falas, repetindo a expressão que virou marca: a busca pela “minuta do golpe” que afirmam nunca ter visto.

Foto: Marcos Corrêa/PR