União Progressista nasce rachada no Paraná e Moro é rejeitado a governador
O entendimento é que Moro na disputa isolaria politicamente a federação e prejudicaria o desempenho das chapas proporcionais
Publicado em: 09/12/2025 às 19:19 | Atualizado em: 09/12/2025 às 19:44
O diretório estadual do PP no Paraná decidiu, por unanimidade, barrar uma eventual candidatura do senador Sergio Moro (União) ao governo do estado em 2026, o que aprofunda a crise interna da federação União Progressista.
A reunião ocorreu nesta segunda-feira (8) e consolidou a avaliação de que a permanência de Moro na disputa isolaria politicamente a federação e prejudicaria o desempenho das chapas proporcionais.
Moro enfrenta resistência também dentro do próprio União Brasil, onde lideranças defendem manter a aliança com o governador Ratinho Junior (PSD) e apoiar seu sucessor — o nome favorito é o secretário de Cidades, Guto Silva. No PP, cresce ainda a possibilidade de uma candidatura própria da ex-governadora Cida Borghetti.
Presidente estadual do PP, o deputado Ricardo Barros afirmou que Moro deve ser candidato de qualquer forma, mas terá de deixar a federação para viabilizar sua campanha. “Aqui, ele não terá condição de registrar sua candidatura”, disse.
A pré-candidatura do ex-juiz já provocou forte desgaste na estrutura partidária no estado. Cerca de 60 prefeitos se desfiliaram do União e do PP nos últimos meses, além de dois deputados federais — Filipe Francischini e Pedro Lupion.
A tensão levou a cúpula nacional do PP, incluindo o presidente Ciro Nogueira, a acompanhar de perto a reorganização interna.
Em resposta, o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, reforçou nas redes sociais o apoio a Moro e classificou como “inaceitável” a imposição de vetos dentro da federação.
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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
