Piloto diz ao ICL que levou ministro do STF em jato de gente ligada ao PCC
Trata-se do mesmo piloto que denunciou envolvimento do presidente do PP
Publicado em: 10/12/2025 às 21:36 | Atualizado em: 10/12/2025 às 21:55
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli utilizou, em setembro de 2024, um jato executivo operado pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa vinculada a Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, investigado e foragido por suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o piloto Mauro Caputti Mattosinho, Toffoli fez dois voos no mesmo dia na aeronave PR-SMG para participar de um evento em um resort que já teve familiares do ministro entre os sócios.
O piloto afirma que o jato era frequentemente usado por Beto Louco e seu sócio, “Primo”, ambos apontados como operadores de um esquema bilionário de crimes financeiros.
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Documentos do setor aéreo mostram que a aeronave pertence à empresa Aviação Alta, ligada a um fundo citado na Operação Carbono Oculto. No entanto, o ministro, a TAP e o resort não responderam quem custeou o transporte.
O caso ocorre após outra revelação de que Toffoli viajou em jato particular ao lado do advogado de um diretor do Banco Master, enquanto era relator do processo envolvendo a instituição no STF.
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
