Caso Master: depois de sigilo total, Toffoli impede CPI de quebrar sigilos de Vorcaro
Ministro do STF quer tudo desse enorme escândalo concentrado nas mãos de Alcolumbre.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 14/12/2025 às 15:30 | Atualizado em: 14/12/2025 às 15:30
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs uma restrição significativa ao acesso às provas colhidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS contra o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Em decisão recente, o ministro determinou que os dados bancários, telemáticos e fiscais do investigado deverão permanecer sob a tutela exclusiva da presidência do Senado Federal, exercida pelo senador Davi Alcolumbre (União – AP), até uma nova manifestação do relator.
Conforme o site Poder360, a medida levanta um debate acalorado sobre a autonomia das comissões de inquérito e a jurisdição do STF em casos que envolvem investigações complexas.
Quebras de sigilo mantidas, mas acesso limitado
Apesar da restrição, o gabinete do ministro Toffoli fez questão de esclarecer que negou os pedidos de anulação das quebras de sigilo telemático, bancário e fiscal dos investigados por supostas fraudes no Banco Master.
Além disso, a decisão manteve integralmente as quebras de sigilo deliberadas tanto pela CPMI quanto pelo juízo criminal de origem.
“Ficaram mantidas as quebras deliberadas tanto pela CPMI quanto pelo juízo criminal de origem,” afirmou o gabinete do ministro em nota.
O caso está sob investigação da Polícia Federal por um suposto esquema de fraudes no sistema financeiro, e encontra-se sob a relatoria de Toffoli devido ao possível envolvimento de autoridades com foro privilegiado. As investigações correm em sigilo.
Reação “absurda” e críticas do presidente da CPMI
A decisão de Toffoli provocou uma reação imediata e contundente no Congresso Nacional. O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), manifestou-se publicamente, qualificando a decisão como “absurda”.
O congressista criticou o que chamou de autorização para a “retirada de documentos da CPMI do INSS que investiga o presidente do Banco Master,” indicando que a limitação de acesso compromete o trabalho da comissão.
A nota pública emitida pelo gabinete de Toffoli — uma medida incomum em casos sob sigilo — ocorreu justamente após a manifestação de Carlos Viana, sinalizando a necessidade de esclarecer o alcance da decisão.
O próximo capítulo da investigação
A determinação coloca o senador Davi Alcolumbre como o guardião temporário das provas mais sensíveis da investigação, restringindo o acesso dos demais membros da CPMI.
A situação cria um impasse entre a necessidade de transparência e o andamento do inquérito do STF, que visa apurar o esquema de fraudes e o possível envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro.
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Foto: reprodução/Banco Master e STF
