Congresso tira das universidades e põe mais dinheiro nas campanhas eleitorais
Instituições federais terão quase meio bilhão a menos em 2026
Publicado em: 25/12/2025 às 11:30 | Atualizado em: 25/12/2025 às 12:03
O Congresso aprovou cortes de R$ 488 milhões no orçamento das universidades federais para 2026 e destinou parte dos recursos a emendas parlamentares e ao fundo eleitoral.
A manobra provocou reação de reitores e entidades do ensino superior, que alertam para riscos ao funcionamento das instituições, à assistência estudantil e às atividades de ensino, pesquisa e extensão.
A medida ocorreu durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A redução atinge recursos considerados essenciais pelas instituições.
Com o corte, o orçamento das universidades federais para 2026 caiu de R$ 6,89 bilhões, valor proposto pelo governo, para R$ 6,43 bilhões.
Em 2025, o orçamento executado foi de R$ 6,82 bilhões, o que representa, na comparação nominal, uma queda próxima de R$ 400 milhões, sem considerar a inflação.
Os recursos atingidos fazem parte do orçamento discricionário, usado para despesas básicas como água, energia, manutenção, segurança, limpeza e concessão de bolsas.
Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) afirmou que o corte representa uma redução de 7,05% nos recursos das 69 universidades federais e atinge todas as ações consideradas essenciais.
Segundo a entidade, a assistência estudantil perdeu cerca de R$ 100 milhões, uma redução de 7,3%.
A Andifes alerta que, sem recomposição, o orçamento de 2026 ficará abaixo do executado em 2025, agravando um cenário já crítico e comprometendo a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), além de afetar estudantes em situação de vulnerabilidade.
A entidade também relaciona os cortes a restrições em áreas como Capes e CNPq e aponta riscos às atividades de ensino, pesquisa e extensão.
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Foto: Divulgação/Ufam
