Irã, Portugal, Colômbia e Cuba repudiam ataque dos EUA à Venezuela
Governos denunciam violação da soberania venezuelana e cobram ação imediata da ONU e de organismos multilaterais.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 03/01/2026 às 06:58 | Atualizado em: 03/01/2026 às 07:06
Governos da América Latina, da Europa e do Oriente Médio reagiram com críticas duras aos ataques realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano. Todos eles afirmam que houve violação da soberania nacional e do direito internacional. Colômbia, Cuba, Irã e Portugal repudiaram a ofensiva e defenderam atuação imediata de organismos multilaterais.
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança Nacional e determinou a mobilização das forças públicas na fronteira com a Venezuela, diante do risco de um fluxo elevado de refugiados.
Em publicação nas redes sociais, Petro afirmou que o governo colombiano “repudia a agressão contra a soberania da Venezuela e da América Latina”. Ele defendeu que conflitos entre povos devem ser resolvidos de forma pacífica, com base no princípio da autodeterminação dos povos.
O presidente colombiano também anunciou que solicitou a convocação do Conselho de Segurança da ONU e da Organização dos Estados Americanos para tratar do episódio. Segundo o governo, um posto de comando unificado foi ativado na cidade de Cúcuta, na fronteira entre os dois países, e a embaixada colombiana em Caracas está prestando assistência a cidadãos colombianos que vivem na Venezuela.
Terrorismo de estado
Em Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel classificou os bombardeios como um “ato criminoso”. Ele acusou os Estados Unidos de praticarem “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano. Em nota, o governo cubano afirmou que a região é uma “zona de paz”. Havana pediu uma reação firme da comunidade internacional contra o que chamou de agressão imperialista.
Oriente Médio
Reação semelhante veio do Irã. O Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que o ataque representa uma “violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial da Venezuela”. O país cobrou uma ação imediata do Conselho de Segurança da ONU para interromper o que considera uma agressão ilegal. Teerã também defendeu a responsabilização dos autores do ataque.
Europa
Na Europa, ainda não houve uma posição oficial unificada da União Europeia, mas governos nacionais começaram a se manifestar. Em Portugal, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa informou que acompanha a situação em articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O governo português destacou atenção especial à segurança da numerosa comunidade portuguesa e luso-descendente na Venezuela, estimada em cerca de 600 mil pessoas.
Rússia
A Rússia também se manifestou por meio de seu porta-voz, Dmitry Sergeyevich Peskov. Mas o país não emitiu opinião sobre o ataque, apenas manifestou solidariedade aos venezuelanos.
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