Brasil critica na ONU ambição dos EUA pela riqueza da Venezuela
Em discurso no Conselho de Segurança, Brasil condena mudança ilegal de governo e o uso da força por interesses geopolíticos.
Da Redação do BNC Amazonas*
Publicado em: 05/01/2026 às 14:00 | Atualizado em: 05/01/2026 às 14:02
O Brasil condenou nesta segunda-feira (5), durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
A posição brasileira foi apresentada pelo embaixador Sérgio Danese, representante permanente do país junto à ONU.
Em seu pronunciamento, Danese afirmou que o Brasil rejeita qualquer tentativa de justificar o uso da força com base em supostos objetivos políticos ou estratégicos. “Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, declarou o diplomata, ao criticar a ação norte-americana.
Segundo o embaixador, esse tipo de conduta carece de legitimidade no sistema internacional e abre um precedente perigoso, ao permitir que os mais fortes definam unilateralmente “o que é justo, injusto ou correto”. Para o Brasil, a atuação no cenário global deve estar ancorada no respeito às normas internacionais e ao direito internacional.
Danese ressaltou ainda que o país tem sustentado, de forma reiterada, o caráter obrigatório e universal das regras que regem a convivência entre os Estados. Nesse sentido, afirmou que o Brasil não admite ações baseadas em interesses ou projetos ideológicos, políticos, geopolíticos ou econômicos.
“O Brasil não admite que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifique o uso da força ou a mudança ilegal de governo”, disse o embaixador. Ele acrescentou que a defesa da paz e da prosperidade no século XXI não pode estar associada à lógica de áreas de influência entre potências.
A manifestação brasileira reforça a tradicional política externa do país, que defende a soberania dos Estados, a não intervenção e a solução pacífica de controvérsias como pilares das relações internacionais.
*Com informações do g1.
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Foto: ONU/Eskinder Debebe
