Denúncias de discriminação põem concursos do Exército na mira do STF

MPF abriu inquérito civil para apurar se mulheres concorrem em igualdade na EsPCEx, porta de entrada da formação militar.

Publicado em: 26/01/2026 às 10:59 | Atualizado em: 26/01/2026 às 11:00

O ingresso na principal escola de formação de oficiais combatentes do Exército entrou no radar do Ministério Público Federal (MPF), após denúncias de possível discriminação de gênero nos concursos de admissão.

O MPF instaurou um inquérito civil para apurar se homens e mulheres concorrem, de fato, em condições iguais na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), localizada em Campinas (SP).

A investigação começou a partir de uma denúncia encaminhada ao órgão em setembro do ano passado. O documento apontou indícios de desigualdade em regras do concurso, distribuição de vagas e critérios aplicados aos candidatos.

Depois disso, o MPF pediu esclarecimentos formais ao Exército Brasileiro. No entanto, segundo os investigadores, as respostas não mostraram medidas concretas que garantam igualdade de gênero, o que levou ao aprofundamento da apuração.

O órgão afirma que já reuniu elementos que indicam a “verossimilhança dos fatos”, ou seja, sinais plausíveis de que a denúncia pode ter fundamento.

Caso identifique irregularidades, o MPF pode recomendar mudanças administrativas ou levar o caso à Justiça. A abertura do inquérito, porém, não significa condenação automática.

A EsPCEx funciona como porta de entrada para a carreira de oficial. Após um ano de curso preparatório, os aprovados seguem para a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), onde completam a formação.

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil