PF rastreia fluxo de fundos do Master e mira transações com empresa de Toffoli
Investigação sobre Banco Master deve atingir transações de empresa da família do ministro Dias Toffoli; magistrado não é alvo direto
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 09/03/2026 às 08:51 | Atualizado em: 09/03/2026 às 08:54
A Polícia Federal (PF) deu um passo decisivo nas investigações que apuram uma complexa rede de crimes financeiros envolvendo o Banco Master e fundos de investimento correlatos.
O foco central da nova etapa é o resort Tayayá, empreendimento do qual a empresa Maridt, pertencente à família do ministro do STF Dias Toffoli, já foi sócia. Como informa a Folha de S.Paulo, via Uol.
Embora o ministro não seja formalmente investigado, a cúpula da PF considera “inevitável” que a quebra de sigilos bancários e fiscais traga à tona transações envolvendo Toffoli e seus familiares. O movimento busca mapear o fluxo de capital e identificar eventuais irregularidades na teia financeira arquitetada pelo empresário Daniel Vorcaro.
O ponto de conexão mais crítico para os investigadores é o fundo Arleen. Segundo as apurações, o fundo faz parte de uma estrutura utilizada pelo Banco Master para a prática de fraudes financeiras.
- A transação: em 2021, a empresa Maridt vendeu sua participação no resort Tayayá justamente para o fundo Arleen.
- Admissão do ministro: o próprio Dias Toffoli confirmou publicamente ser sócio da Maridt e ter recebido rendimentos provenientes dessa venda.
Essa ligação financeira já havia gerado repercussão interna no Judiciário, culminando no afastamento de Toffoli da relatoria de processos que envolviam o Banco Master, por conflito de interesses.
Até o fechamento desta edição, o ministro Dias Toffoli não se manifestou sobre o avanço das investigações.
Dessa maneira, conforme a Folha, procurado via assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal na manhã deste domingo (8), não houve retorno aos questionamentos enviados.
Assim sendo, a PF mantém a linha de que a investigação foca na estrutura do Banco Master, mas ressalta que o rigor técnico exige o rastreio completo de todas as saídas de capital dos fundos sob suspeita, independentemente dos beneficiários.
Leia mais em Folha/Uol.
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