Caso Master: Toffoli se declara suspeito para julgar pedido de CPI
Após sorteio eletrônico, Dias Toffoli declara-se suspeito e pede redistribuição de processo que envolve investigação contra o Banco Master.
Publicado em: 11/03/2026 às 17:29 | Atualizado em: 11/03/2026 às 17:40
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para atuar como relator da ação que visa obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar fraudes no Banco Master. Diante da decisão, o magistrado solicitou que o processo seja redistribuído a outro integrante da Corte.
Toffoli havia sido selecionado para a relatoria nesta quarta-feira (11/3), por meio do sistema eletrônico de distribuição automática do STF.
Como o ministro não foi declarado impedido formalmente de participar de novos sorteios, seu nome constava entre os aptos a receber o caso, apesar de sua saída voluntária da relatoria de um inquérito anterior sobre o mesmo banco.
Contexto da suspeição
No mês passado, Toffoli já havia deixado a condução de investigações ligadas às fraudes no Master.
A decisão ocorreu após a Polícia Federal (PF) comunicar ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre a existência de menções ao ministro em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
O aparelho foi apreendido no ano passado, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
Além das citações em dispositivos móveis, pesa sobre o cenário o fato de o ministro ser sócio do resort Tayayá, no Paraná.
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O empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos vinculado ao Banco Master, transação esta que é alvo de investigação por parte da Polícia Federal.
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Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
