Petro acusa Equador de bombardeios e pede intervenção de Donald Trump

Em meio a crise comercial, presidente colombiano afirma que ataques partem do país vizinho e busca mediação internacional para evitar conflito armado.

Petro acusa Equador de bombardeios e pede intervenção de Donald Trump

Publicado em: 18/03/2026 às 12:07 | Atualizado em: 18/03/2026 às 12:07

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou formalmente o Equador de realizar bombardeios aéreos em território colombiano, na região de fronteira entre as duas nações.

Dessa forma, o clima de tensão na América do Sul atingiu um novo patamar na segunda-feira (16), a partir da declaração impactante de Petro durante reunião ministerial transmitida em rede nacional.

Diferente de episódios anteriores envolvendo guerrilhas ou grupos paramilitares, Petro foi enfático ao atribuir a autoria dos ataques diretamente ao Estado vizinho. Como informa o ICL Notícias.

“Estão nos bombardeando a partir do Equador”, afirmou o mandatário, ressaltando que as evidências colhidas até o momento apontam para uma ofensiva militar externa e não para a ação de grupos armados ilegais.

O apelo a Washington

Diante da gravidade da situação, o presidente colombiano revelou ter acionado a Casa Branca. Petro informou que solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma intervenção diplomática direta junto ao presidente equatoriano, Daniel Noboa.

“Não queremos entrar em uma guerra”, declarou Petro, sinalizando que a busca por mediação norte-americana é uma tentativa de frear a escalada de violência antes que medidas militares de retaliação sejam consideradas.

Provas e vídeos

Como suporte às acusações, o governo colombiano alega ter encontrado uma bomba de aviação não detonada na zona fronteiriça.

Petro mencionou ainda a existência de um vídeo que comprovaria a origem dos ataques, sugerindo que o material poderá ser divulgado publicamente em breve.

Embora não tenha detalhado a data exata em que conversou com Trump, o presidente garantiu que o gabinete de crise está avaliando os próximos passos.

Contexto de crise

A acusação não ocorre no vácuo. Desde fevereiro, Colômbia e Equador atravessam um período de relações diplomáticas desgastadas por uma disputa comercial severa.

O que começou como um impasse econômico agora transborda para o campo da segurança nacional, colocando as duas maiores economias da região andina em um estado de alerta sem precedentes nos últimos anos.

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