Ministra da Colômbia diz que fim do uso de combustíveis fósseis não é opcional

Ministra Irene Velez critica proposta do “mapa do caminho” e diz que eliminação dos fósseis não pode ser opcional.

Gabriel Ferreira, enviado do BNC Amazonas à COP-30

Publicado em: 20/11/2025 às 16:54 | Atualizado em: 21/11/2025 às 10:54

A ministra interina da Colômbia, Irene Velez, disse no dia 19 de novembro que é necessária a criação de mecanismos de forma clara para um “mapa do caminho” de transição energética e fim do uso de combustíveis fósseis, caso contrário não será possível um acordo global

Conforme ela, é insuficiente a proposta apresentada nas negociações da COP-30 sobre esse mapa.

“Nós vimos ontem que é insuficiente, e ontem eu dizia como uma metáfora que acreditava que isso como está apresentado [mapa do caminho] é como uma cebola, que quando vai se cortando a casca, ao final tem nada”, disse Irene à imprensa na COP-30.

Para a ministra de um dos países do bloco amazônico, é preciso eliminação progressiva dos combustíveis fósseis e sem ser opcional para diminuição da emissão dos gases de efeitos estufa, que representam 80% da poluição no planeta.

“É algo explicito, algo que tenha uma rota clara, que tenha tempo, tenha mecanismos. Sem isso realmente não vai ser substancial. E outro, que não pode ser opcional porque se não tivermos um acordo global de países realmente o que vai acontecer é que muitos vão lavar as mãos e até aí chegou o esforço da eliminação”.

O que é o ‘mapa do caminho’ na COP

O “mapa do caminho” é um plano que define etapas, prazos e metas para orientar a transição energética, especialmente na redução do uso de combustíveis fósseis. Ele organiza como cada país deve avançar rumo a fontes renováveis e inclui mecanismos de financiamento e acompanhamento.

Na COP-30, sua importância está em preencher lacunas de conferências anteriores, transformando promessas gerais em ações concretas. A proposta busca alinhar metas nacionais a um esforço global para manter o aquecimento abaixo de 1,5°C, estabelecendo trajetórias claras e monitoráveis.

Combustíveis fósseis na Colômbia

Os combustíveis fósseis ainda têm peso na economia colombiana, especialmente nas exportações de petróleo e carvão. Mesmo assim, o governo já reconhece a necessidade de reduzir essa dependência e expandir as fontes renováveis, apesar dos desafios econômicos.

A ministra Irene Velez defende uma eliminação progressiva dos fósseis com prazos e mecanismos firmes, reforçando que a transição precisa de um acordo global obrigatório.

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Foto: Gabriel Ferreira/especial para o BNC Amazonas