Parlamentares do AM querem anular 65% das florestas demarcadas por Dilma
Publicado em: 07/02/2017 às 17:01 | Atualizado em: 07/02/2017 às 17:01
A bancada de parlamentares do Amazonas enviou um projeto de lei ao Palácio do Planalto com a proposta de reduzir em 65% as áreas das unidades de conservação que foram demarcadas por decretos da ex-presidente Dilma Rousseff. Trata-se dos decretos que foram publicados por Dilma no último dia de seu mandato, em 11 de maio do ano passado.
O projeto, que foi tema de discussão na tarde desta terça-feira, 7, entre parlamentares do Amazonas e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, prevê que cinco unidades de conservação da região, as quais somam hoje 2,697 milhões de hectares, passem a ter 1,772 milhão de hectares, uma redução de 65%.
Segundo o deputado Átila Lins (PSD-AM), os decretos publicados por Dilma “no apagar das luzes” têm causado “prejuízos enormes” à região.
A proposta extingue a Área de Proteção Ambiental dos Campos de Manicoré, localizada no município de Manicoré, com área total aproximada de 151.993 hectares. Localizada na região sul do Amazonas, essa é uma das áreas com maiores problemas de desmatamento ilegal em todo o Estado.
De acordo com o senador Omar Aziz (PSD-AM), o projeto de lei foi feito com membros da Casa Civil e será levado ao presidente Michel Temer. “Nós temos uma responsabilidade ambiental que sempre foi cumprida e tem de ser cumprida, mas nós não podemos deixar de lado, de esquecer e muito menos prejudicar famílias que consolidaram suas vidas e investiram tudo que tinham para produzir ali”, declarou. “São produtores, pequenos empresários, milhares de pessoas que vivem naquela região e que seriam, literalmente, colocadas para fora. Isso não pode acontecer, não houve a discussão necessária para resolver esse problema”.
Fonte: Estadão
Foto: Facebook/reprodução
