Flávio Bolsonaro defende policial que assassinou criança de 5 anos no Rio
Senador atuou na defesa de PM acusado de matar Ana Clara durante operação em Niterói e também em caso de emboscada.
Publicado em: 31/03/2026 às 09:51 | Atualizado em: 31/03/2026 às 09:53
morte de uma criança de 5 anos durante uma ação policial no Rio de Janeiro voltou ao centro do debate. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atuou na defesa do policial acusado pelo crime.
Ana Clara Machado foi baleada enquanto brincava na porta de casa, em Niterói, em fevereiro de 2021.
Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o disparo de fuzil partiu do cabo Bruno Dias Delaroli.
A denúncia afirma que o policial atirou em direção a uma área residencial.
“com vontade livre e consciente, assumindo o risco de matar”.
Moradores ainda tentaram interromper os disparos.
“é morador, é morador”, gritaram, segundo o processo.
Mesmo assim, o policial continuou atirando.
A acusação também aponta demora no socorro à criança.
Testemunhas relataram que os agentes só prestaram ajuda após pressão de moradores.
O PM nega o crime e afirma que reagiu a uma suposta agressão de traficantes.
O MP-RJ contesta essa versão.
Segundo a promotoria, não havia indícios de confronto no local.
A perícia também não encontrou sinais de troca de tiros.
Flávio Bolsonaro integrou a banca de defesa do policial.
O senador assinou recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar o julgamento pelo júri.
O pedido foi negado, e o caso aguarda julgamento.
Policiais acusados de emboscada
Além desse caso, Flávio Bolsonaro também atuou na defesa de outros policiais militares.
Ele assinou recurso em favor de quatro PMs acusados de matar quatro homens no Morro do Vidigal, em 2020.
Segundo o MPRJ, o crime foi cometido por emboscada.
Os policiais teriam se escondido em um imóvel e atirado de cima para baixo, sem dar chance de defesa às vítimas.
A defesa, no entanto, sustenta que a ação ocorreu durante operação contra o tráfico.
Assim como no caso de Ana Clara, houve tentativa de evitar o julgamento pelo tribunal do júri.
O recurso também foi analisado no STJ.
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