Operação Compliance Zero mira cúpula da PF e grupo ‘A Turma’

Sexta fase da investigação autorizada pelo STF apura esquema de intimidação e vazamento de dados sigilosos para beneficiar ex-controlador do Master.

Caso Master: PF começa pelo Rio a mirar fundos previdenciários

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 14/05/2026 às 08:53 | Atualizado em: 14/05/2026 às 08:54

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14 de maio), o empresário Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em uma nova fase da operação Compliance Zero.

A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga uma organização criminosa suspeita de intimidação, corrupção e invasão de dispositivos informáticos para beneficiar o banco Master.

Detalhes das prisões e afastamentos

Além de Henrique Vorcaro, a ofensiva atingiu servidores da própria corporação:

Agente da PF preso: um agente da ativa foi preso preventivamente por suspeita de integrar o esquema.

Delegada afastada: uma delegada da ativa, que atua em Minas Gerais, foi alvo de busca e apreensão e afastada de suas funções por determinação judicial.

Agentes aposentados: dois agentes aposentados da corporação também foram alvos de mandados de busca e apreensão.

Leia mais

Dinâmica do esquema

As investigações apontam que os servidores da PF colaboravam com o grupo conhecido como “A Turma”.

O objetivo seria monitorar adversários, jornalistas e autoridades, além de obter informações sigilosas de órgãos como o Ministério Público Federal (MPF), a própria PF e instituições internacionais, incluindo o FBI e a Interpol.

Henrique Vorcaro é apontado como peça-chave no núcleo financeiro do grupo, sendo responsável por demandar serviços e operacionalizar pagamentos para manter a estrutura de vigilância e coerção privada.

Foto: divulgação/PF