Caso Master: operação da PF mira dinheiro da previdência do Rio
Investigação mira governadores e prefeitos que repassaram a Vorcaro recursos dos fundos previdenciários.
Publicado em: 26/05/2026 às 08:43 | Atualizado em: 26/05/2026 às 08:44
A Polícia Federal ampliou as investigações do caso Master após identificar o envio de bilhões de reais de fundos públicos do Rio de Janeiro para ativos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do banco Master.
A apuração cita o ex-governador Cláudio Castro como alvo de investigação por suposto direcionamento de recursos do Rioprevidência e da Cedae ao grupo financeiro.
Segundo a PF, quase R$ 3 bilhões teriam sido aplicados entre 2023 e 2024 em fundos e letras financeiras ligados ao conglomerado de Vorcaro.
A investigação sustenta que parte do dinheiro público acabou usada para absorver prejuízos internos do banco por meio de fundos de investimento considerados problemáticos.
Relatórios da Operação Compliance Zero também apontam supostas contrapartidas pessoais e políticas envolvendo empresários e lideranças do Centrão.
Entre os episódios investigados está uma viagem de Cláudio Castro ao Peru em um jato que, segundo a PF, teria ligação com empresas associadas a Vorcaro.
Os investigadores ainda apuram repasses atribuídos ao banqueiro ao senador Ciro Nogueira.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou buscas e apreensões relacionadas ao caso.
Vorcaro foi preso pela PF, enquanto o Banco Master entrou em liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.
Cláudio Castro nega irregularidades e afirma que os investimentos seguiram critérios técnicos e legais.
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