Vorcaro jura entregar tudo do ‘pangaré’ de Bolsonaro na delação premiada
Ex-dono do Banco Master apresenta nova proposta de delação à PF detalhando patrocínio milionário a cinebiografia de Bolsonaro.
Publicado em: 03/06/2026 às 15:04 | Atualizado em: 03/06/2026 às 15:04
O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, incluiu um episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em sua nova proposta de colaboração premiada. Segundo informações apuradas pela CNN, Vorcaro relatou um pedido do parlamentar para o repasse de um patrocínio milionário ao filme “Dark Horse”, longa-metragem inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A revelação consta na versão atualizada da proposta de delação, enviada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além do documento protocolado, a defesa do empresário entregou um complemento de materiais aos investigadores para subsidiar as declarações.
Detalhes dos repasses e cobranças
No relato apresentado às autoridades, Vorcaro descreveu como funcionavam os pedidos e as cobranças direcionadas por Flávio Bolsonaro para viabilizar os recursos.
Ao todo, o ex-banqueiro narrou a transferência de aproximadamente R$ 60 milhões destinados à produção da cinebiografia.
A nova versão da proposta não apenas aprofunda episódios que haviam sido tratados de forma superficial anteriormente, mas também adiciona novos personagens ao cenário investigado, incluindo nomes do meio político.
Nova tentativa de acordo com a Polícia Federal e PGR
O envio deste novo conjunto de anexos ocorre após a Polícia Federal rejeitar formalmente a primeira proposta de delação de Vorcaro. Na ocasião, a equipe de investigação apontou que o empresário havia omitido informações cruciais nos documentos entregues.
A recusa do primeiro acordo resultou em mudanças na equipe jurídica do ex-banqueiro: o advogado José Luís Oliveira Lima deixou a defesa do caso, que passou a ser conduzida exclusivamente por Sérgio Leonardo.
Leia mais
Caso Master: investigação vai apontar elos entre Vorcaro, Reag e PCC
Com a nova documentação em mãos, os investigadores da PF e da PGR voltam a analisar o material para avaliar a relevância dos fatos inéditos apresentados e decidir se o acordo de colaboração será validado.
Leia mais na CNN Brasil
Foto: Banco Master/divulgação e Lula Marques/Agência Brasil
