Sobe a 71% pressão do Congresso sobre Alcolumbre para CPI do Master

Presidente do Senado resiste a abrir investigação que pode atingir a previdência do Amapá, seu estado.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 07/06/2026 às 19:00 | Atualizado em: 07/06/2026 às 19:00

Os pedidos para a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) destinadas a investigar o chamado caso Master já mobilizam ampla maioria do Congresso Nacional.

Levantamento divulgado pela CNN mostra que, até 22 de maio, ao menos 423 parlamentares haviam aderido a requerimentos de investigação, o equivalente a 71,21% dos 594 congressistas em exercício no país.

Do total de apoiadores, 64 são senadores, número que representa cerca de 79% da composição atual do Senado Federal. A quantidade supera com ampla margem o mínimo de 27 assinaturas exigido para a instalação de uma CPI na Casa.

Ao todo, tramitam oito requerimentos relacionados ao caso, sendo cinco deles apresentados no Senado ou na forma de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), modalidade que reúne deputados federais e senadores.

O levantamento considerou apenas parlamentares que estavam efetivamente em exercício na data analisada, excluindo suplentes que não ocupavam mandato e congressistas afastados por questões médicas ou decisões judiciais.

Apesar da expressiva adesão parlamentar, a abertura das investigações ainda depende de uma decisão do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre. Cabe a ele autorizar a criação e a instalação das CPIs e CPMIs solicitadas.

Nos últimos dias, Alcolumbre tem reafirmado que a definição da pauta legislativa é uma prerrogativa exclusiva da presidência do Congresso. O senador também demonstrou desconforto com as pressões recebidas tanto por parlamentares da oposição quanto por integrantes da base governista para que os pedidos avancem.

Ao comentar o assunto, o presidente do Congresso chegou a pedir desculpas por descartar a instalação imediata de uma comissão de investigação. Segundo ele, uma eventual CPI sobre o caso Master correria o risco de se transformar em um “palanque eleitoral”, especialmente em um contexto de aproximação do calendário eleitoral de 2026.

Enquanto isso, parlamentares favoráveis à investigação continuam pressionando pela instalação dos colegiados, argumentando que o elevado número de assinaturas demonstra interesse do Legislativo em aprofundar a apuração dos fatos relacionados ao caso. A decisão final, entretanto, permanece nas mãos da presidência do Congresso Nacional.

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