Indústria da ZFM atrai R$ 3,18 bi em novos investimentos
Conselho da Suframa aprova 40 projetos e fortalece diversificação fabril. Aportes de Yamaha, Jabil e refinaria marcam fase de segurança jurídica após a reforma tributária
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas*
Publicado em: 30/06/2026 às 16:32 | Atualizado em: 30/06/2026 às 16:32
A 323ª reunião ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS) referendou, nesta terça-feira (30 de junho), um pacote de 40 projetos que injetará R$ 3,18 bilhões no polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM) ao longo dos próximos três anos.
Com projeção de R$ 26,9 bilhões em faturamento e a criação de 1.126 postos de trabalho, a pauta evidencia a diversificação do parque fabril e consolida a confiança corporativa após as definições da reforma tributária.
Do volume total analisado, 24 projetos já haviam passado pela autarquia por delegação de competência e 16 foram submetidos à deliberação direta do conselho.
A sessão, conduzida pelo secretário-executivo e ministro em exercício do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Rodrigo Zerbone, deu sinal verde para aportes robustos de multinacionais.
A Yamaha Motor da Amazônia lidera as atualizações com um investimento de R$ 343,91 milhões em suas linhas.
Na esteira da mobilidade, a Jabil diversificará sua atuação para a fabricação de bicicletas elétricas, com 45 novas vagas.
O portfólio de aprovações atinge ainda novos nichos com a Tesa Brasil, que produzirá película autoadesiva de plástico, e a implantação da SICPA para a fabricação de tintas e vernizes para impressão digital.
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Marco histórico e segurança jurídica
Para o superintendente da ZFM (Suframa), Leopoldo Montenegro, as projeções bilionárias refletem o sucesso nas articulações da regulamentação da reforma tributária, que garantiu as vantagens comparativas do modelo até 2073, sem perdas ou acréscimos ao texto constitucional.
“Estamos vivendo o segundo momento mais crucial para o modelo desde a sua criação, em 1967, atrás apenas da própria fundação da zona franca”, afirmou o superintendente.
Montenegro também aproveitou a presença de representantes dos demais estados da Amazônia ocidental e do governo federal para desfazer mitos sobre a atração de investimentos para a região.
“A Zona Franca de Manaus não fecha fábricas em outros estados. Ela complementa a indústria nacional, estimulando a integração de cadeias onde parte da produção ocorre na Amazônia e outra nas demais regiões do país”.
Refinaria e refrigeração em alta
Os projetos estratégicos regionais ganharam peso no debate, com destaque para a Refinaria de Manaus. O empreendimento aprovou um projeto amplo de diversificação que abrange desde gasolina, GLP e óleo diesel até a produção de cimento asfáltico de petróleo (CAP).
O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, apontou o movimento do setor de combustíveis como fundamental para a economia amazonense, aliviando custos locais.
“Esperamos que a nossa população possa sentir efeitos como a redução no preço final dos combustíveis”, disse.
No segmento de refrigeração, a implantação da Tecumseh do Brasil foi reafirmada como estratégica. O investimento para fabricar motocompressores herméticos fecha uma lacuna logística histórica e fortalece diretamente a cadeia produtiva de condicionadores de ar já instalada no estado.
*Com informações da Suframa.
Foto: Divulgação
