Nikolas Ferreira diz que decisão do STF beneficia Flávio Bolsonaro
Parlamentar afirma que a suspensão de visitas imposta por Alexandre de Moraes funciona como propaganda
Publicado em: 14/07/2026 às 15:34 | Atualizado em: 14/07/2026 às 15:45
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou publicamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o parlamentar mineiro, o ato do magistrado funciona, na prática, como uma “propaganda antecipada” em favor da pré-candidatura do PL à Presidência da República.
A medida cautelar foi adotada por Moraes após o senador divulgar nas redes sociais um vídeo lendo uma carta de Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente o credenciava como porta-voz na disputa eleitoral.
O ministro justificou a decisão apontando possível desvio de finalidade do direito de visitação e violação da proibição de uso de redes sociais por parte de Jair Bolsonaro, inclusive por meio de terceiros.
Em vídeo divulgado em suas redes, Nikolas classificou a atitude do STF como parcial e acusou a Justiça de promover perseguição política.
“O tratamento que eles estão dando agora com relação à prisão do Bolsonaro é o tratamento que a esquerda dá com qualquer tipo de opositor político deles, perseguição implacável”, afirmou o deputado.
A análise de que a ação do STF acabou impulsionando a imagem de Flávio também foi endossada por outros nomes da oposição.
O pré-candidato do partido Missão à Presidência, Renan Santos, declarou em vídeo que o magistrado atua de forma involuntária como estratégia de marketing do senador. “O Alexandre de Moraes se tornou uma espécie de cabo eleitoral do Flávio Bolsonaro. Tudo o que o Alexandre de Moraes quer e precisa é de um Bolsonaro para brigar”, pontuou.
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Com a decisão, a defesa do ex-presidente tem um prazo de 48 horas para prestar esclarecimentos ao STF sobre se houve prévio conhecimento ou autorização para que o conteúdo da carta fosse postado na internet. A assessoria do STF foi procurada para comentar as declarações dos políticos.
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Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
