Tarifaço: produtos da cadeia global da ZFM terão efeitos indiretos, diz Suframa

Superintendência da Zona Franca de Manaus diz que acompanha com atenção os desdobramentos do anúncio do governo dos Estados Unidos

Linha de Produção da Honda no PIM

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 17/07/2026 às 17:03 | Atualizado em: 17/07/2026 às 17:03

Dois dias depois da entrada em vigor do tarifaço de Trump – 25% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos – a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) se manifestou sobre os impactos da medida junto aos produtos fabricados no polo industrial de Manaus.

E sua avaliação, a Suframa – ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) – ressalta que parte significativa da produção do polo industrial de Manaus é destinada ao mercado interno brasileiro.

Ainda assim, segmentos industriais integrados a cadeias globais de fornecimento ou empresas que mantêm relações comerciais com o mercado norte-americano poderão sentir efeitos indiretos.

Isso pode ocorrer pela alteração nos custos de insumos, pela reorganização de fluxos comerciais ou por mudanças nas estratégias de investimento.

No entanto, a autarquia federal ressalta que ainda é prematuro afirmar quais serão os impactos efetivos da medida sobre o polo industrial de Manaus.

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Extensão dos efeitos

Ao BNC, a superintendência da Suframa diz que acompanha com atenção os desdobramentos do anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a aplicação de novas tarifas de importação a produtos brasileiros e seus possíveis reflexos para a economia nacional e, em especial, para a Zona Franca de Manaus (ZFM).

“A extensão dos efeitos dependerá da regulamentação definitiva das tarifas, da lista de produtos alcançados, das exceções previstas, do comportamento do mercado internacional e das eventuais medidas que venham a ser adotadas pelos governos brasileiro e norte-americano”, a nota da Suframa.

Monitoramento permanente

Desse modo, a autarquia manterá o monitoramento permanente do cenário, em diálogo com representantes do setor produtivo, entidades empresariais e órgãos do Governo Federal.

Além disso, vai buscar identificar eventuais impactos sobre a competitividade da Zona Franca de Manaus e contribuir tecnicamente para a avaliação de medidas que preservem o ambiente de negócios e o desenvolvimento regional.

“Por fim, a Suframa reafirma seu compromisso com o fortalecimento da indústria instalada na Amazônia Ocidental e com o acompanhamento das transformações no comércio internacional, atuando de forma técnica e institucional em defesa da competitividade do modelo Zona Franca de Manaus”, encerra a nota pública.

Foto: divulgação