Estudo mapeia vocações econômicas no interior do Amazonas
Com as potencialidades devidamente diagnosticadas, o mapeamento servirá como subsídio estratégico para orientar políticas públicas.
Publicado em: 23/07/2026 às 13:30 | Atualizado em: 23/07/2026 às 14:47
Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento no estado do Amazonas, principalmente nas áreas onde atua, como no Campo de Azulão, localizado em Silves, onde a companhia opera a produção de gás natural, a Eneva apoiou a realização do estudo “Mapa de potencialidades territoriais”.
Este trabalho foi elaborado no ano de 2025 e apresentado nesta quinta-feira (23 de julho), no laboratório multitemático, na Faculdade de Ciências Agrárias, no setor sul da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
A iniciativa é fruto de um acordo de cooperação entre a empresa e o instituto Acariquara, conduzido com autonomia técnica por uma equipe de oito pesquisadores do projeto Atlas ODS Amazônia, da Ufam.
O levantamento mapeou as oportunidades econômicas dos municípios de Silves, São Sebastião do Uatumã, Itapiranga e Urucará, combinando indicadores oficiais com a escuta direta da população local.
Para identificar as reais vocações de cada localidade, a pesquisa adotou uma abordagem participativa, unindo dados de órgãos oficiais, análises de campo e escutas ativas com moradores, lideranças comunitárias e representantes do poder público.
De acordo com o pesquisador do Atlas ODS Amazonas e professor da Ufam Danilo Egle, o diferencial do estudo foi dar voz a quem vive no território, já que os dados estatísticos nem sempre refletem o verdadeiro potencial da região.
➢ “Não necessariamente os dados de órgãos oficiais que são publicados revelam o que de fato é potencialidade. Nada melhor do que as pessoas que moram no próprio município para conversar sobre essas potencialidades. A ideia da gente conversar e saber o que elas consideram potencialidades revela que talvez elas sempre souberam, e a gente não tenha na governança pública essa mesma prática, de ouvir as pessoas, entender a realidade delas e potencializar o que elas acham que dá certo”.
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Entre os achados do estudo, constatou-se que os quatro municípios compartilham uma base econômica comum sustentada pelo extrativismo florestal de produtos como tucumã, açaí e castanha.
Essa cadeia produtiva destaca-se como eixo estratégico para a geração de renda e subsistência local.
Diante disso, o apoio da Eneva ao mapeamento integra a estratégia da companhia de promover ações estruturantes voltadas à qualificação profissional, empreendedorismo e geração de renda nas comunidades do entorno de suas operações.
Ao BNC Amazonas, a empresa ressaltou a importância da autonomia científica da Ufam e do instituto Acariquara na condução do trabalho.
“A Eneva apoiou a realização do estudo, que foi conduzido com autonomia técnica pela Ufam e pelo instituto Acariquara. Acreditamos que conhecer melhor as potencialidades e os desafios dos territórios são fundamentais para promover o desenvolvimento regional. Esse apoio está alinhado ao compromisso da companhia de gerar um legado positivo nas regiões onde atua, incentivando iniciativas voltadas à educação, geração de renda, empreendedorismo, qualificação profissional e valorização das vocações locais”, reafirmou representante da Eneva.
Com as potencialidades devidamente diagnosticadas, o mapeamento servirá como subsídio estratégico para orientar políticas públicas, investimentos privados e projetos sociais focados na sustentabilidade e no desenvolvimento socioeconômico do interior amazonense.
*Colaborou o jornalista Gabriel Ferreira.
Foto: Gabriel Ferreira/especial para o BNC Amazonas
