Amazonas paga a conta do crescimento

Arrecadação recorde revela economia mais ativa, mas expõe o peso dos impostos no bolso do contribuinte

Amazonas paga a conta do crescimento

Publicado em: 07/01/2026 às 11:09 | Atualizado em: 07/01/2026 às 11:09

Os números não mentem — e tampouco aliviam. Em 2025, os amazonenses desembolsaram quase R$ 5 bilhões a mais em impostos do que no ano anterior. Foram R$ 49,2 bilhões pagos aos cofres públicos, contra R$ 44,8 bilhões em 2024.

Um salto expressivo que, à primeira vista, pode ser comemorado como sinal de uma economia mais aquecida, mas que também impõe uma reflexão inevitável sobre quem, de fato, está arcando com o custo desse crescimento. É o que informa a Coluna do Cristo desta quarta-feira (7).

Na capital, Manaus, o cenário é ainda mais simbólico. Segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), compilados por meio do Impostômetro, a população manauara pagou R$ 2 bilhões em tributos municipais em 2025 — R$ 200 milhões a mais do que no ano anterior.

É a primeira vez que a arrecadação municipal ultrapassa essa barreira histórica, um marco que revela tanto vitalidade econômica quanto maior pressão fiscal sobre cidadãos e empresas.

O principal motor desse avanço foi a melhora da atividade econômica, tanto no plano local quanto no nacional. Mais consumo, mais produção, mais circulação de mercadorias e serviços. Em tese, uma boa notícia.

Na prática, porém, o dado nu e cru escancara uma contradição conhecida: quando a economia cresce, o imposto cresce junto — mas a percepção de retorno em serviços públicos nem sempre acompanha a mesma velocidade.

A Coluna do Cristo também destaque a Zona Franca de Manaus bateu recorde de faturamento, mas salários deixam a desejar. A massa salarial representa ínfima parte dos investimentos e faturamento das empresas.

Outro destaque é para um comunicado de Donald Trump nas própria rede social, a Trusth Social. O presidente dos Estados Unidos deu prova definitiva de que o interesse na intervenção na Venezuela não é restaurar a democracia no País, mas explorar as riquezas minerais locais

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil