#BNC10anos | Uma década de furos, viradas e coberturas históricas
Em dez anos de atuação, o portal se consolidou como referência na cobertura política.
Diamantino Júnior, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 18/09/2025 às 00:01 | Atualizado em: 17/09/2025 às 20:13
Em dez anos de existência, o BNC Amazonas se fez presente em todas as eleições desde 2016, dando furos de reportagem e saindo na frente nas apurações. Confira algumas das principais coberturas que marcaram a política amazonense e nacional ao longo desse período:
Em 2022, o portal registrou a quarta tentativa de Amazonino Mendes de voltar ao Governo do Amazonas, mas o ex-governador acabou derrotado por Wilson Lima (União Brasil), que consolidou a virada nas pesquisas e garantiu a reeleição. Essa vitória se somou ao feito inédito de Lima em 2018, quando, em sua primeira disputa eleitoral, o jornalista surpreendeu ao vencer Amazonino no segundo turno, com 58,95% dos votos, rompendo a hegemonia de políticos tradicionais.
Ainda em 2022, o BNC Amazonas acompanhou de perto a disputa pelo Senado, marcada pelo confronto entre Omar Aziz (PSD) e Coronel Menezes (PL), candidato apadrinhado por Jair Bolsonaro. Em uma eleição acirrada, Aziz foi reeleito com 40,79% dos votos contra 39,48% do militar, impondo uma derrota ao presidente, que investiu pessoalmente na candidatura do aliado.
Na capital amazonense, a cobertura destacou a vitória de David Almeida (Avante) sobre o deputado federal Alberto Neto (PL), representante do bolsonarismo. Com 54,59% dos votos, Almeida não apenas garantiu a reeleição como também derrotou a extrema direita em Manaus, cidade onde Bolsonaro havia conquistado votação expressiva em 2018. O resultado consolidou a força política do prefeito e formou um palanque relevante para o presidente Lula em 2026.
No cenário nacional, o BNC Amazonas também esteve atento ao embate que marcou a eleição presidencial de 2022. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito pela terceira vez presidente da República, derrotando Jair Bolsonaro (PL) em uma disputa histórica. Lula alcançou 59,5 milhões de votos contra 57,6 milhões do adversário, quebrando o tabu da reeleição e impondo a primeira derrota eleitoral ao ex-presidente, símbolo da ultra-direita que se apresentava sob o lema “Deus, pátria e família”.
Essas coberturas reafirmam o compromisso do BNC Amazonas com a informação precisa e em tempo real, consolidando sua posição como uma das principais referências jornalísticas da região na cobertura política.
A quarta eleição de Amazonino a governador
Amazonino Mendes, em sua quarta tentativa de voltar ao comando do Governo do Amazonas, acabou derrotado nas eleições de 2022 pelo então governador e candidato à reeleição, Wilson Lima (União Brasil). O resultado consolidou a virada registrada ainda durante a campanha, quando pesquisas de intenção de voto mostraram Lima ultrapassando o ex-governador, que até então liderava os levantamentos desde a pré-campanha. Amazonino perdeu pela segunda vez a disputa ao governo para Wilson Lima. A primeira foi em 2018.
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A chegada de Wilson Lima, o “outsider”
O jornalista Wilson Lima (PSC) alcançou uma vitória inédita nas eleições de 2018 e foi eleito governador do Amazonas ao derrotar o então chefe do Executivo estadual, Amazonino Mendes (PDT). O resultado foi confirmado quando a apuração atingiu 96,55% das urnas, consolidando a virada que marcou a campanha.
Naquele momento da contagem, Wilson Lima já somava 58,95% dos votos válidos, enquanto Amazonino aparecia com 41,05%. O desempenho confirmou a ascensão meteórica do jornalista na política amazonense, que chegou ao governo em sua primeira disputa eleitoral, desbancando um dos nomes mais tradicionais da política do Estado.
A vitória de Wilson Lima representou uma ruptura no cenário político local, colocando fim a um ciclo de gestões comandadas por lideranças históricas e abrindo espaço para uma nova geração na condução do Amazonas.
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Disputa ao Senado de Aziz x Menezes Jr
O embate pelo Senado no Amazonas em 2022 foi marcado pela disputa acirrada entre o senador Omar Aziz (PSD) e o coronel Alfredo Menezes (PL), aliado direto do então presidente Jair Bolsonaro. Aziz garantiu a reeleição.
A derrota de Menezes representou também um revés para Bolsonaro, que desde o início de seu governo tentou projetar o aliado na política amazonense. O presidente o havia indicado para comandar a Suframa em 2019, tentou emplacá-lo como candidato a prefeito de Manaus em 2020 e, finalmente, lançou sua candidatura ao Senado em 2022.
Apesar da forte ligação com Bolsonaro e de uma campanha marcada por ataques diretos a Aziz, Menezes não conseguiu romper a base política consolidada do senador. Omar, por sua vez, utilizou uma estratégia tradicional de articulação, reunindo o apoio dos 62 prefeitos do estado e de mais de 90% dos ex-prefeitos e lideranças locais, o que garantiu a vitória sobre o candidato do Planalto e consolidou sua força política no Amazonas.
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David Almeida derrota cidade bolsonarista
David Almeida (Avante) foi reeleito prefeito de Manaus com 54,59% dos votos válidos contra 45,41% de Alberto Neto (PL), em uma disputa marcada pelo confronto entre forças locais e o bolsonarismo. A vitória, mais ampla do que apontavam as pesquisas, representou também a derrota da extrema direita em uma capital considerada reduto eleitoral de Jair Bolsonaro, que havia vencido por larga margem tanto em 2018.
Mesmo declarando-se de direita e tendo apoiado Bolsonaro nas eleições presidenciais, Almeida foi alvo de ataques diretos do ex-presidente, que se engajou na campanha de Alberto Neto e chegou a dizer que a vitória do deputado representaria o “renascimento da direita” em Manaus. Nos debates, o prefeito explorou o desgaste do adversário, acusando-o de não destinar recursos parlamentares à capital e de não ter ajudado a cidade no auge da pandemia de covid-19.
O resultado também foi influenciado pelas alianças políticas. Almeida recebeu apoio de lideranças da base do presidente Lula, como os senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), além de contar com o posicionamento de setores da federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que orientaram suas bases a votar contra o candidato da extrema direita. A reeleição de Almeida, portanto, reforçou sua liderança na capital e abre espaço para a formação de um palanque importante para Lula em 2026.
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Lula derrota Bolsonaro e a ultra-direita fascista do “deus, pátria e família”
O BNC acompanhou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela terceira vez como presidente da República, derrotando Jair Bolsonaro (PL) e impondo um revés histórico ao bolsonarismo e à ultra-direita que se apresentava sob o lema “Deus, pátria e família”. Aos 77 anos, Lula retornou ao Palácio do Planalto após 13 anos.
A eleição foi apertada e marcada pela virada na reta final da apuração: até 17h44, com 67,76% das urnas computadas, Bolsonaro ainda liderava, mas Lula ultrapassou o adversário e consolidou a vitória. O resultado quebrou dois tabus: pela primeira vez desde a criação da reeleição em 1994, um presidente incumbente não conseguiu se reeleger; e Bolsonaro sofreu sua primeira derrota em mais de três décadas de vida pública.
O triunfo de Lula, além de representar a volta do PT ao comando do país, também simboliza a rejeição popular ao projeto autoritário e de extrema direita que vinha sendo conduzido pelo bolsonarismo, colocando fim a um ciclo de ataques à democracia e reafirmando o Brasil no campo progressista do cenário mundial.
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Foto: BNC Amazonas
