Candidato à reeleição, o governador Amazonino Mendes (PDT) disse em entrevista à rádio Difusora na manhã desta segunda, dia 3, que a rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho) vai sair. “Ela está saindo, está saindo no tapa. Não dá mais pra segurar, não. Ou vai por bem ou vai por mal”.

Ele deu a entrevista na mesma hora em que a Rede Tiradentes realizava debate entre os seus adversários nestas eleições, entre 7h30 e 9h.

Sobre a pavimentação da BR, aberta durante o governo militar, nos anos 70 do século passado, Amazonino disse que há um lobby travestido de ecologia contra. “Não há defesa ecológica. Isso é uma mentira”.

Ele afirmou que encaminhou pedido ao governo federal para que o governo estadual seja autorizado a restaurar a BR-319. “Como é que eu não faço? Eu não fiz a [BR-] 174?”, disse.

O candidato, em tom de promessa de campanha, disse que vai criar uma fábrica de chip no polo de indústrias local e incentivar a construção civil, retirando impostos que incidem sobre o cimento, ferro e tijolo para “gerar mais empregos”.

 

Uma nova casa

Amazonino disse que vai construir, se reeleito, um novo centro administrativo para o governo, com 220 mil metros quadrados “para evitar desperdício do dinheiro público” com aluguel de imóveis. Segundo ele, essa conta é de 50 milhões de reais por ano.

Afirmando ter recuperado as finanças do estado no mandato suplementar que começou em outubro de 2017, Amazonino disse que “o Amazonas deu salto nesses últimos 12 meses. O Amazonas cresceu 6,4%. É um crescimento vertiginoso.”

O candidato afirmou que assumiu o governo “em um abismo, que havia malversação brutal de recursos públicos”. Hoje, segundo ele, o estado já está organizado, realizando obras em quase todo o interior e na capital, “gerando milhares de empregos”.

 

Leia mais

Omar chama Amazonino de fugitivo

 

“Sem mágica”

O governador reconheceu o mau estado da saúde pública, mas disse que “arrumar a casa” não se faz com uma vara do condão, que resolve tudo em um minuto. “Arrumar a casa significa estancar o roubo, estancar a malversação, estancar os erros, começar a atacar os problemas. A casa está arrumada”.

Sobre a segurança pública, Amazonino disse que esta “é a onça” e que, há seis meses, foi convidado para tratar do tema com o governo federal e, lá, todos os governadores só pediam recursos para enfrentar o problema. Ele teria preferido perguntar qual a forma pela qual o país iria enfrentar o problema.

Voltou a defender a contratação da consultoria do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani para o setor de segurança pública.

Amazonino reconheceu que “é um negócio terrível” as facções locais que atuam com planejamento, com recursos e armamentos pesados, e criticou a forma de enfrentá-las com “achismos”.

 

Foto: Divulgação