O governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse, nesta segunda-feira (29), que seu secretariado será formado por meio de processo seletivo.

Empresa de recursos humanos será contratada para recrutar profissionais técnicos e tocar o novo governo do estado.

Zema deu entrevista exclusiva ao MG1. Ele foi eleito domingo (28) com 71,80% dos votos válidos.

O candidato do Novo, vencedor do 1º turno, voltou a derrotar o senador Antonio Anastasia (PSDB) no 2º turno e vai governar o estado a partir de 1º de janeiro de 2019, no lugar de Fernando Pimentel (PT).

Empresário, natural de Araxá, 54 anos completados no domingo (28), estreante numa eleição, Zema não revelou nomes para as secretarias do estado e disse que vai contratar empresas que fazem seleção de profissionais para ajudar a montar o seu secretariado.

O único nome que está definido para a equipe de transição, não é secretariado, é o vereador de Belo Horizonte, Matheus Simões, que também estará participando.

“Essa equipe de transição vai aumentar gradativamente, à medida que nós formos encontrando as pessoas adequadas para as secretarias. E os secretários vão ser escolhidos através de um processo seletivo”, afirmou.

Zema disse que terá um grupo dentro do partido que vai analisar os nomes e entrevistar.

“Vamos até também contratar uma empresa que seleciona executivos que tem aí no mercado. Não podemos errar, porque Minas Gerais hoje é um paciente terminal que está na UTI. Você colocar o médico mal preparado e esse doente pode morrer. Então, vamos fazer um secretariado que eu diria que vai ser um time que Minas nunca teve”, disse.

 

Exemplo empresarial

Para melhor esclarecer a novidade, o novo governador disse: “Isso ocorre muito no mercado empresarial. Mesmo aqui na empresa de vocês, de comunicação. São empresas de recursos humanos que fazem seleção indicarem nomes”

Perguntado se as empresas de recrutamento indicam os profissionais diretamente ao governador, Romeu Zema, respondeu positivamente.

“Indicam e vão passar pelo nosso crivo. E vamos também estar escutando entidades de classe que queremos que nomes sugeridos pelos sindicatos, pelos representantes da Polícia Militar etc, sejam analisados. Vamos dar total abertura, mas vai ser uma escolha técnica, e não política. Não é porque alguém é do partido tal ou do outro partido. Vai ser pelo histórico, pela competência. Isso tem de ficar muito claro”.

 

Foto: Reprodução/Portal Manhumirim