Os partidos já “torraram” R$ 1,4 bilhão nas candidaturas nas eleições deste ano, de acordo com a primeira parcial da prestação de contas, divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As candidaturas a deputado receberam a maior parcela: R$ 930 milhões do total – o equivalente a 68,7% do montante.

Os números finais devem ser apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral em até 30 dias após o fim das eleições.

Esta é a primeira eleição com o Fundo Eleitoral, que totaliza R$ 1,7 bilhão, destinado a financiar candidaturas após a proibição das doações de empresas, em 2015.

Os diretórios também podem repassar dinheiro recebido pelo Fundo Partidário  e por outras fontes (doações e contribuições, por exemplo).

Neste ano, o Orçamento da União reservou R$ 888,7 milhões para o Fundo Partidário e outros R$ 1,7 bilhão para o Fundo Eleitoral.

Ambos são distribuídos entre as legendas de forma proporcional à bancada dos partidos no Congresso.

Apenas três partidos (MDB, PR e PP) respondem por mais de 1/3 (36,9%) desses repasses a candidatos.

O MDB foi a sigla que mais destinou dinheiro a candidaturas – no total, R$ 202 milhões ( na foto, o presidenciável Henrique Meirelles, do MDB, decidiu bancar a campanha com o próprio dinheiro).

PR e PP transferiram R$ 162,2 milhões e R$ 142,5 milhões, respectivamente. Veja no G1 quanto e como foi distribuído do Fundo Eleitoral.

 

Foto: : Reprodução/Pragmatismo Político