Além da BR-319, governo Lula volta a investir na 230, a Transamazônica
Com verão amazônico, pressão cresce por obras na BR-230, ainda marcada por trechos precários no Pará.
Publicado em: 14/04/2026 às 09:03 | Atualizado em: 14/04/2026 às 09:10
Com a chegada do verão amazônico, a Rodovia Transamazônica (BR-230) volta ao centro do debate sobre infraestrutura no Pará.
A estrada, considerada estratégica para a integração regional, ainda enfrenta trechos sem pavimentação e problemas recorrentes de trafegabilidade.
Com mais de 4 mil quilômetros, a rodovia liga cidades como Altamira, Marabá e Itaituba, mas sofre com atoleiros e interrupções no período de chuvas.
Relatos recentes apontam dificuldades entre Uruará e Medicilândia, afetando o transporte e o acesso a serviços básicos.
Janela para obras
O governo federal anunciou, em janeiro de 2026, novos investimentos na BR-230.
As ações incluem pavimentação, troca de pontes de madeira por estruturas de concreto e manutenção de trechos.
Os recursos foram destinados ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com previsão de execução ainda este ano.
Mesmo assim, a pressão por resultados aumenta diante da janela climática favorável.
Cobrança política
O deputado Keniston Braga (MDB-PA) intensificou a cobrança por agilidade nas obras.
“É o momento em que as máquinas conseguem trabalhar com eficiência. Perder esse período significa prolongar o isolamento de muitos municípios”, afirmou.
Segundo ele, a precariedade da rodovia compromete o desenvolvimento regional.
“Sem rodovias em condições adequadas, não há integração econômica nem qualidade de vida”, disse.
Desafio histórico
Além de cobrar execução, o parlamentar defende fiscalização mais rigorosa dos contratos.
A Transamazônica segue como símbolo de um problema estrutural: o potencial logístico do Pará ainda esbarra em vias frágeis.
Entre anúncios e intervenções pontuais, a BR-230 continua marcada por promessas e desafios antigos.
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Foto: reprodução/YouTube
