Caminha em ritmo lento no Amazonas o preenchimento das vagas deixadas pelos cubanos no programa Mais Médicos.

Do total de 322 vagas ofertadas em todo o Amazonas 213 possuem profissionais inscritos. Dos 62 municípios, dois ainda continuam com preenchimento nulo do quadro.

O levantamento é do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Consems).

 

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Os municípios que primeiro completaram totalmente as vagas disponíveis foram os que têm mais infraestrutura, entre eles a capital Manaus, além de Parintins, Itacoatiara, Coari, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Tefé, Manaquiri, Manicoré, entre outros.

Jutaí (a 751 km da capital) e Juruá (a 674 km da capital), porém, ainda não tem nenhum médico inscrito.

Ambos fazem parte da região do Alto Solimões e de acordo com estimativa 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) possuem  14.753  e 14.312 habitantes, respectivamente.

Januário Neto, presidente do Consems, informa que os locais mais distantes da capital são sempre os últimos a terem o quadro completo.

“A dificuldade de acesso, malha diagnóstica desfavorável e a falta de profissionais especializados no tratamento regionalizado são os principais fatores para o não preenchimento das vagas”, comenta.

 

Edital 

O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) do dia 20 de novembro o edital com 8,5 mil vagas abertas para substituir médicos cubanos.

Eles abandonaram o programa Mais Médicos implementado no Brasil desde 2013 após  o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) estabelecer condições para a manutenção do programa.

Cuba não aceitou as exigências e mandou seus profissionais saírem do País.

 

Foto: Agência Brasil