Amazônia: Amazonas segue entre os que mais derrubam floresta

Amazônia registra queda de 41% no semestre até janeiro de 2026. Enquanto avanço da devastação no sul do Amazonas acende alerta

Amazônia: Amazonas segue entre os que mais derrubam floresta

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 02/03/2026 às 08:00 | Atualizado em: 02/03/2026 às 08:00

O desmatamento na Amazônia registrou o menor índice dos últimos sete anos no semestre encerrado em janeiro de 2026, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

De acordo com os dados, houve redução de 41% em relação ao período anterior, sinalizando avanço importante no combate à destruição da floresta.

Apesar da queda expressiva no cenário geral, o Amazonas aparece entre os três estados que mais derrubaram floresta no período, ao lado do Pará e do Acre.

As informações são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que monitora mensalmente a perda de cobertura vegetal na Amazônia Legal.

Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, três municípios amazonenses concentraram as maiores áreas devastadas: Canutama, Lábrea e Apuí.

A concentração da destruição no sul do estado preocupa pesquisadores, especialmente por atingir uma região estratégica para a conservação ambiental.

“Isso é um alerta importante nos últimos meses: o avanço da destruição no norte do estado, onde há o maior bloco de áreas protegidas do mundo”, ressalta a pesquisadora do Imazon, Raíssa Ferreira.

Em contrapartida, o Amazonas apresentou um resultado expressivo na redução da degradação florestal — causada principalmente por queimadas e extração de madeira.

A área degradada caiu de quase 3 mil km² para apenas 53 km², uma redução de 98%, uma das maiores registradas na região.

Para o Imazon, a diminuição do desmatamento é fundamental para que o Brasil alcance a meta de desmatamento zero até 2030.

No caso do Amazonas, o desafio está em consolidar os avanços na redução da degradação, ao mesmo tempo em que enfrenta o fato de ainda figurar entre os estados que mais contribuem para a derrubada da floresta na Amazônia Legal.

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Foto: arquivo/Ipaam