Amazônia: operação no rio Madeira destruiu 277 dragas de garimpeiros

Polícia Federal estima prejuízo de R$ 38 milhões às organizações criminosas.

Publicado em: 25/09/2025 às 09:21 | Atualizado em: 25/09/2025 às 09:23

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta quarta-feira (24) a Operação Boiúna, que destruiu 277 dragas usadas no garimpo ilegal de ouro no rio Madeira.

A ação tem apoio do Judiciário, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Começou em 10 de setembro e ocorreu entre Humaitá e Manicoré, no Amazonas, além de áreas em Rondônia. O balanço consolidou os números finais.

Segundo a PF, o prejuízo direto às organizações criminosas chega a R$ 38 milhões. O cálculo inclui equipamentos destruídos, danos ambientais e lucros cessantes.

Equipes também estiveram na comunidade ribeirinha de Democracia, em Manicoré, para coletar amostras de cabelo e água e medir efeitos do mercúrio.

Um levantamento do Greenpeace aponta mais de 500 balsas ativas no rio Madeira, inclusive próximas a terras indígenas, reforçando a urgência de operações permanentes.

A destruição das balsas gerou protestos em Humaitá. Em 15 de setembro, garimpeiros entraram em confronto com policiais, levando a prefeitura a suspender aulas e serviços.

O coordenador do CCPI (Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia), Paulo Henrique Oliveira, confirmou a instalação de uma delegacia ambiental em Humaitá até 2026.

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Foto: divulgação/PF