Após condenação, Justiça exige resposta da câmara de Manaus sobre vereador
Liminar atende pedido do PT e determina que o legislativo analise os efeitos da condenação sobre o mandato de Jaildo Oliveira
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 17/07/2026 às 14:31 | Atualizado em: 17/07/2026 às 14:31
A Justiça do Amazonas determinou que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) analise a situação do mandato do vereador Jaildo Oliveira (PV), condenado definitivamente por improbidade administrativa. A decisão liminar do juiz Aldrin Henrique de Castro Rodrigues, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, atende a um mandado de segurança do Partido dos Trabalhadores (PT), que aponta omissão da Casa diante do caso.
Segundo o PT, Jaildo teve os direitos políticos suspensos em razão da condenação. A legenda afirma que a Câmara foi comunicada pelo Ministério Público Federal sobre o trânsito em julgado da ação, em outubro de 2025, mas não adotou providências.
Ao conceder a liminar, o magistrado afirmou que a ação não questiona a condenação do vereador, mas a suposta omissão administrativa da Câmara.
“O objetivo não é rediscutir a condenação, mas verificar a suposta omissão administrativa da Câmara.”
O juiz também destacou que a ausência de manifestação do Legislativo configura uma omissão contínua.
“A falta de posicionamento da Casa se renova diariamente enquanto não houver manifestação oficial sobre o caso.”
A liminar não determina a perda automática do mandato nem a posse do suplente. A decisão obriga apenas que a Câmara se manifeste formalmente sobre a situação do vereador.
Leia mais
MPF pede cassação de vereador de Manaus após condenação no STJ
Condenação
Jaildo Oliveira foi condenado por uso irregular da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A decisão, mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou o ressarcimento de R$ 101,5 mil aos cofres públicos e transitou em julgado em 24 de abril de 2025.
Segundo o magistrado, a suspensão dos direitos políticos decorrente da condenação exige que a Câmara avalie administrativamente os reflexos sobre o exercício do mandato.
Saiba mais em AM1.
Foto: divulgação/Câmara Municipal
