Em nova rodada de negociação da contenção de gastos, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) declarou que a prefeitura trabalha em conjunto com Secretaria Municipal de Finanças (Semef) desde que notou  aumento de  20% nas despesas em um ano.

A diminuição nos custos é para que o novo “Prefeito ou Prefeita” que vier a assumir, possa encontrar  as despesas estruturadas.

Para Arthur, é preciso um filtro na redução de consumos no objetivo de que as contas públicas atinjam patamares anteriores.

“Vamos de secretaria em secretaria com assessoria técnica vendo em que se pode cortar despesas. Exemplo, vai ser licitado automóveis via aplicativo e vamos procurar substituir carros alugados por uber’s ou táxis, para que possamos economizar no gasto com oficinas ou reposição de peças. Temos um projeto bem completo que eu irei anunciar logo após o feriado, e vamos mostrar as metas que poderão ser acompanhadas para que possamos ter uma prefeitura mais enxuta ainda”, comentou Arthur.

De acordo com o prefeito, a homenagem de reconhecimento pela excelência na gestão municipal, realizada na tarde desta quarta-feira, dia 19,  pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e o Ministério Público de Contas (MPC-AM) é um resultado de trabalho de seis anos em favor da responsabilidade fiscal, da austeridade administrativa, e em favor do enfrentamento ao desperdício de gastos na ideia de priorizar os investimentos.

A Prefeitura de Manaus recebeu da Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais (Abipem) por meio da Manaus Previdência o “Prêmio Destaque Brasil de Responsabilidade Previdenciária – 2019”, Categoria 5.

 

Resposta a Amazonino

Questionado a respeito da reprovação das contas do ex-governador Amazonino Mendes (PDT), o prefeito lamentou e disse que não teve acesso aos resultados, mas que lamenta e lembrou que quando apoiou sua candidatura em 2017, em todas as reuniões disse que votaria em um homem capaz de resgatar o Amazonas, que não falaria em reeleição e não falaria de política no seu governo, para que “fechasse com chave de ouro” a sua carreira fazendo uma gestão capaz de sanear um estado com situação fiscal difícil.

“A intenção do grupo que o cercava era empurrá-lo para mais uma eleição e o resultado foi tão ruim. Por ele, eu lamento, gostaria que ele tivesse uma aposentadoria em paz, com tranquilidade, mas não foi por causa de aviso deste conterrâneo dele. Porque as duas condições fundamentais ( e ele não cumpriu nenhuma das duas) para que eu 0 apoiasse era a parceria com Manaus, e a segunda é que ele ficasse apenas 14 meses”, declarou.

 

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Foto: BNC Amazonas