Marca muito presente no patrocínio do Festival Folclórico de Parintins nos últimos anos, a Petrobrás pode não mais destinar recursos para a realização anual do evento. Nesta quinta, dia 7, o governo federal determinou que a estatal reavalie os patrocínios culturais com dinheiro público.

O foco dos recursos deve ser agora as redes sociais e artistas menos conhecidos.

São mudanças na política cultural e de publicidade anunciadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), via Twitter.

No post, ele afirma que o financiamento das atividades culturais “não deve estar a cargo de uma petrolífera estatal”. E que os R$ 3 bilhões gastos pela Petrobrás nesses patrocínios nos últimos anos devem ser aplicados em outras prioridades do país.

Bolsonaro, na verdade, já sinalizava essas mudanças mesmo antes da posse na Presidência. Em dezembro, antecipou que promoveria um rígido controle das concessões feitas por meio da Lei Rouanet. Em sua opinião, “há um claro desperdício” de recursos que poderiam ser aplicados em outras áreas.

Desde 2003, a estatal patrocinou mais de 4 mil projetos culturais via Programa Petrobrás Cultural. Em 2018, a área cultural ficou com R$ 38 milhões.

A ordem é rever todos os contratos em vigor, mesmo os firmados há muitos anos, como é o caso do festival de Parintins. Somados, os contratos de patrocínio ativos são R$ 3,5 bilhões.

 

 

Publicidade agora é na internet

Os cortes também vão atingir a área de publicidade. A Petrobrás deve continuar a tendência de migrar o dinheiro publicitário da mídia tradicional (TV e jornais) para a internet.

De 2008 a 2017, a verba destinada a sites saltou de R$ 2,4 milhões para R$ 33,2 milhões. No mesmo período, o dinheiro para emissoras de televisão aberta minguou de R$ 133 milhões para R$ 59 milhões.

Bolsonaro enxerga em parte das verbas de publicidade gastos que são “uma irresponsabilidade em detrimento das reais demandas dos brasileiros e do Estado”.

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Foto: Divulgação/Secom