Com sede em Manaus, centro policial combate garimpo ilegal na fronteira

CCPI Amazônia comanda operação internacional em Manaus para combater garimpo ilegal e crimes na fronteira.

Centro policial sediado em Manaus coordena operação contra garimpo ilegal e contrabando de ouro nas fronteiras.

Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 22/01/2026 às 16:27 | Atualizado em: 22/01/2026 às 16:27

O Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia) realizou operação tática para combater o garimpo ilegal na região fronteiriça entre Brasil, Guiana Francesa, Guiana e Suriname.

O CCPI Amazônia está localizado em Manaus e reúne representação de forças policiais de nove estados e nove países sul-americanos, além da Interpol.

Segundo esta última corporação, foram realizadas 24,5 mil inspeções pessoais e veiculares, principalmente do lado estrangeiro. No Brasil, houve 669 abordagens, 375 vistorias em veículos e 36 em embarcações.

“Três suspeitos de integrar uma organização criminosa de contrabando de ouro foram presos na Guiana, com ouro bruto e US$ 590 mil (cerca de R$ 3,2 milhões). No Brasil, foram cumpridos mandados de prisão por crime sexual e por tráfico de drogas, além da apreensão de um barco utilizado na pesca ilegal”, diz nota da Polícia Federal (PF).

A PF diz que a fase tática da Operação Guiana Shield ocorreu entre 8 e 11 de dezembro, após um ano de preparação.

Na operação, que teve ainda a participação do Ministério Público Federal (MPF) e magistrados, foram apreendidos mais de US$ 60 mil (R$ 320 mil) em mercúrio, na Guiana e no Suriname, escondido em painéis solares.

Também foram apreendidos equipamentos usados no garimpo ilegal, como bombas hidráulicas, mantas e armas de fogo, além de rádios de comunicação, medicamentos falsificados, álcool e cigarros.

“Estima-se que o garimpo ilegal no Escudo das Guianas produza de 10 a 12 toneladas de ouro por ano, contra apenas 1 a 2 toneladas legais, gerando prejuízo superior a R$ 3 bilhões anuais”, calcula a PF.

Mercúrio

Os impactos ambientais incluem o desmatamento de 28 mil hectares na Guiana Francesa e 110 mil hectares na Amazônia brasileira, além da contaminação de rios por mercúrio e por cianureto.

O produto é amplamente usado pelo garimpo e causa graves impactos ao meio ambiente e à saúde.

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“As ações de fiscalização foram realizadas nas margens dos rios Courantyne, Maroni e Oiapoque, fronteiras entre Brasil, Guiana Francesa, Guiana e Suriname. Lojas de suprimentos para mineração e embarcações também foram inspecionadas”, diz a corporação.

A operação contou com apoio do programa europeu El Paccto 2.0 da Interpol e da polícia dos Países Baixos.

Fotos: divulgação