Complexo de Azulão é destaque em evento de óleo e gás em Manaus

Projeto termelétrico movido a gás natural de Silves deve gerar 950 MW e foi apresentado pela Eneva durante o Amazonas Óleo, Gás & Energia 2026

Publicado em: 30/03/2026 às 15:48 | Atualizado em: 30/03/2026 às 15:51

A Eneva destacou os investimentos no Amazonas e o papel estratégico do gás natural para a segurança energética do país durante a terceira edição do Amazonas Óleo, Gás & Energia 2026, realizada em Manaus.

Durante o painel “Cases de Projetos Energéticos Regionais”, o coordenador de Relações Institucionais da empresa, Márcio Lira, apresentou detalhes do Complexo de Azulão. A usina termelétrica terá capacidade instalada de 950 megawatts e previsão de entrada em operação entre o final de 2026 e o início de 2027.

O empreendimento utilizará gás natural extraído no município de Silves e deverá contribuir para o abastecimento energético de cerca de 4 milhões de residências em todo o país.

Segundo Lira, o gás natural desempenha papel fundamental na estabilidade do sistema elétrico brasileiro, principalmente em períodos de variação climática.

“O gás extraído no Amazonas é responsável por gerar 70% da energia consumida em Boa Vista, reduzindo em 38% as emissões de gases de efeito estufa na capital de Roraima”, afirmou.

Além dos projetos energéticos, a companhia também apresentou iniciativas socioambientais desenvolvidas na região. Entre elas estão o programa Raízes de Valor, voltado à promoção de bioeconomia e sistemas agroflorestais, e o Elas Empreendedoras, iniciativa que incentiva o protagonismo feminino nas comunidades.

A empresa também mantém investimentos em qualificação profissional por meio de parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM).

A programação do evento também abordou inovação e transformação digital no setor energético. No painel “Digitalização e Indústria 4.0: Soluções para Otimização Operacional”, o líder de Otimização da Produção da Eneva, Diego Plazas, destacou a dimensão das operações da empresa nas bacias do Bacia do Parnaíba e do Bacia do Amazonas.

Segundo ele, as duas regiões somam oito campos de produção e mais de 110 poços produtores conectados. Para Plazas, a transformação digital no setor vai além da adoção de novas tecnologias e depende da integração entre equipes técnicas.

“O objetivo não é apenas gerar gráficos no Excel, mas usar dados para produzir valor. Hoje, com ferramentas tecnológicas e inteligência artificial, engenheiros e operadores se tornaram analistas de dados”, afirmou.

No painel “Tecnologias Aplicadas em Exploração, Produção, Refino de Óleo e Gás & Derivados”, o engenheiro especialista em reservatórios da companhia, Wesley Barreto, apresentou o modelo Reservoir-to-Wire (R2W) como um dos principais diferenciais operacionais da empresa.

“O R2W elimina a necessidade de grandes infraestruturas de transporte de gás, que muitas vezes inviabilizam projetos, e permite ajustar a produção dos poços conforme a demanda de geração elétrica, atuando como solução para a intermitência das fontes renováveis”, explicou.

Foto: divulgação