Mais de 21 mil estudantes do AM podem renegociar dívidas no Desenrola Fies
Novo programa federal de refinanciamento estudantil abre prazo até dezembro de 2026 para regularizar contratos inadimplentes no Amazonas.
Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 22/05/2026 às 15:42 | Atualizado em: 22/05/2026 às 15:42
Até esta quinta-feira (21/5) 48.587 pessoas aderiram à iniciativa, que também possibilitou o retorno de R$ 148 milhões aos cofres públicos apenas com o pagamento das parcelas de entrada dos acordos firmados.
Dessa forma, em apenas dez dias de vigência do Desenrola Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), o programa já renegociou R$ 2,8 bilhões em contratos em atraso.
O Amazonas tem 21.182 contratos do Fies em atraso que poderão ser renegociados por meio do programa Desenrola Fies, lançado pelo Governo Federal.
No estado, o volume de recursos passíveis de renegociação alcança R$ 1 bilhão em saldo devedor, considerando os contratos registrados em instituições de ensino amazonenses.
Ao todo, o Desenrola Fies alcança 1.147.035 contratos inadimplentes em 27 unidades da federação, envolvendo um saldo devedor estimado em R$ 83,14 bilhões.
O objetivo do programa é reduzir a inadimplência dos estudantes e facilitar a regularização financeira dos beneficiários, permitindo a retomada do crédito.
O Desenrola Fies permite a renegociação de contratos firmados até 2017, com descontos que podem chegar a 99% da dívida, dependendo da situação do estudante e do tempo de inadimplência.
A adesão pode ser feita até 31 de dezembro de 2026 pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Região Norte: 100 mil em atraso
Nos sete estados da Região Norte, o programa poderá beneficiar 98.424 estudantes, com um saldo devedor total estimado em R$ 5,80 bilhões.

Somados, os estados nortistas representam cerca de 8,5% dos mais de 1,14 milhão de contratos em atraso registrados em todo o país.
Ranking nacional
No cenário nacional, São Paulo concentra o maior número de beneficiados pelo Desenrola Fies. O estado possui 264.530 contratos em atraso e uma dívida acumulada de R$ 15,95 bilhões.
Na sequência aparecem: Minas Gerais: 113.025 contratos e R$ 10,44 bilhões; Bahia: 85.005 contratos e R$ 6,28 bilhões; Rio de Janeiro: 78.046 contratos e R$ 5,69 bilhões; Ceará: 59.077 contratos e R$ 4,85 bilhões.
Já os menores volumes de dívida entre os estados com UF definida estão em: Roraima: R$ 176,48 milhões; Tocantins: R$ 471,69 milhões; e Acre: R$ 598,46 milhões.
Condições especiais
O programa do governo federal oferece condições especiais para a quitação das dívidas, com descontos que podem chegar a 99% do valor consolidado.
Principalmente aqueles estudantes que estão no CadÚnico, considerados em situação de vulnerabilidade social e estiverem com dívidas atrasadas até 360 dias
Pode participar do programa quem teve contrato firmado até 2017 e que estava em fase de pagamento (amortização) – em 4 de maio de 2026. A negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.
A expectativa é que mais de 1 milhão de estudantes sejam beneficiados com o refinanciamento de suas dívidas no país.
O Desenrola Fies faz parte do Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal, em 4 de maio, para promover a reorganização financeira de milhões de brasileiros e a ampliação do acesso ao crédito em melhores condições.
O que é o Fies
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi criado em 2001 para conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que são aderentes ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Desde 2018, o Fies possibilita juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato.
Pode se inscrever no Fies o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e que tenha obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação.
Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
