Desmatamento no AM cai 10,7%, área igual a 8,5 mil campos de futebol
Dados do Inpe mostram queda na devastação florestal no Amazonas, somando 712 km² de área derrubada no último ciclo.
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 13/02/2026 às 18:01 | Atualizado em: 13/02/2026 às 18:01
Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelam que o desmatamento no Amazonas teve uma queda de 10,7% no período de agosto de 2025 a janeiro de 2026.
No período, foram derrubados 712.27 km² de área florestal, ao passo que, no mesmo ciclo anterior (agosto de 2024 a janeiro de 2025), registrou-se uma devastação de 797.57 km².
A redução foi de 85.30 km², uma área equivalente a 8.500 campos de futebol ou quase o tamanho da cidade de Vitória (ES).
Os dez municípios com as maiores áreas desmatadas são Apuí (176.60 km²), Lábrea (120.92 km²), Novo Aripuanã (63.14 km²), Humaitá (55.72 km²), Maués (55.62 km²), Canutama (54.99 km²), Boca do Acre (40.12 km²), Manicoré (35.76 km²), Borba (10.43 km²) e Tapauá (10.41 km²).
Entre as áreas de proteção com maior registro de desmatamento estão a Floresta Nacional de Urupadi (2.44 km²) em Maués, Floresta Nacional de Mapinguari (1.59 km²) próxima a Canutama, Humaitá, Lábrea e Porto Velho (RO), a Floresta Nacional do Iquiri (1.00 km²), Floresta Nacional de Tefé (0.82 km²) e Estação Ecológica Juami-Japurá (0.71 m²), situada em Japurá.
Ciência
Durante a divulgação dos dados, em Brasília, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o papel estratégico da ciência no enfrentamento à crise climática.
“Os números do sistema Deter reafirmam que a ciência é estratégica no enfrentamento à crise climática. A queda de 35% no desmatamento (Amazônia) e o recuo histórico de 93% na degradação da Amazônia, somados à tendência de queda no Cerrado, são resultados diretos de um governo que voltou a ouvir seus pesquisadores”, diz a ministra.
Segundo ela, toda a cadeia de infraestrutura tecnológica permite a precisão necessária para subsidiar as políticas públicas de forma assertiva, provando que não há preservação sem investimento em conhecimento.
“Estamos mostrando ao mundo que o Brasil não apenas monitora seus biomas, mas utiliza a ciência como ferramenta de cuidado e soberania”, afirma.
Amazônia
Os dados indicam redução de 35% nas áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal no período de agosto de 2025 a janeiro de 2026. No período, foram registrados 1.324 km² sob alerta, frente a 2.050 km² no ciclo anterior (agosto de 2024 a janeiro de 2025).
Foto: Divulgação
