A vigilância sanitária estadual treinou fiscais sanitários do município de Uarini para as boas práticas de higiene no preparo e manipulação do açaí. O treinamento visa prevenir novos casos. E essa capacitação deve se estender aos produtores de açaí.

Eles passarão a ter cadastro e registro de produção como ferramentas de monitoramento, para minimizar os riscos de ocorrências e buscar a prevenção.  

Na busca pelo alinhamento de resposta rápida contra o surto da doença,  equipes das áreas de vigilância ambiental, sanitária, epidemiológica, diagnóstico laboratorial e assistência apontaram que seis pessoas tiveram diagnóstico confirmado de Doença de Chagas na forma aguda, provavelmente pela ingestão de açaí contaminado por barbeiro, em Uarini, a 565 quilômetros de Manaus, conforme informou a  Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

Em reunião realizada na  última segunda-feira, dia 10, a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS), da FVS-AM, Liane Souza, disse que os sintomas frequentes dos pacientes foram febre, cefaleia, fraqueza nas pernas e linfonodomegalia (aumento do tamanho dos lifonodos).

 “Os casos confirmados estavam distribuídos em duas crianças (com idade entre 7 e 9 anos); dois adolescentes (entre 14 e 17 anos) e dois adultos (entre 29 e 39 anos), oriundos de quatro famílias distintas que relataram o consumo de açaí de três pontos de venda diferentes, sendo os fornecedores procedentes das comunidades que ficam à margem do rio Solimões”, afirmou.

 

Transmissão da doença 

A Doença de Chagas Aguda de Transmissão Oral é uma doença infecciosa grave, causada por um protozoário conhecido por Trypanosoma cruzi, que é transmitido pela ingestão de alimentos contaminados com os parasitas presentes nas fezes dos insetos vetores, barbeiros.

O alerta é para  as condições de higiene dos manipuladores . E de acordo com a FVS-AM, além do açaí, outros alimentos contaminados, como frutas e vegetais: suco de cana de açúcar, buriti,  além de carne crua, sangue de mamíferos silvestres e leite cru, também podem  transmitir a doença.

 

Principais sintomas

 As pessoas infectadas  apresentam febre constante, diarreia, vômito, dores de cabeça e musculares. Em casos mais graves,  a doença pode  evoluir com complicações cardíacas e o comprometimento do fígado e do baço.

O tratamento imediato previne as formas crônicas da doença e óbitos.

Em 2018, foram 89 casos notificados da Doença de Chagas no Amazonas. Até maio deste ano, 12 casos já foram notificados no Estado.

 

Com informações e foto: Secom