Farinha ajuda a derrubar preço da cesta básica em Manaus

Cesta básica em Manaus recua 2,27% em setembro, com tomate, farinha e arroz entre os principais itens de redução.

Da Redação do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 08/10/2025 às 22:00 | Atualizado em: 08/10/2025 às 23:20

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (8/10), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta que a cesta básica em Manaus custou R$ 642,32. Houve em setembro uma queda de 2,27% nos preços em relação ao mês de agosto. Nos últimos cinco meses, entre abril e setembro de 2025, a cesta diminuiu -4,38%. Entre os itens responsáveis por essa queda, a nossa farinha aparece com destaque juntamente com arroz e tomate.

Claudia Pereira Nascimento tem uma loja de venda de farinhas na Feira do Produtor, na Zona Leste de Manaus. Ela trabalha com o produto há 18 anos. Ela confirma que o preço da farinha de mandioca se estabilizou há mais de um mês. “Não sobe nem desce”, disse ela.

Entre agosto e setembro de 2025, sete dos 12 produtos que compõem a cesta básica na capital tiveram diminuição nos preços médios: tomate (-11,67%), farinha de mandioca (-3,37%), arroz agulhinha (-2,62%), pão francês (-1,80%), carne bovina de primeira (-0,88%), açúcar cristal (-0,81%) e manteiga (-0,20%).

Outros cinco alimentos tiveram elevação: óleo de soja (2,34%), banana (2,31%), café em pó (1,26%), leite integral (1,01%) e feijão carioca (0,65%). Entre abril e setembro de 2025, cinco dos 12 produtos acumularam alta: café em pó (3,56%), carne bovina de primeira (3,50%), manteiga (1,80%), leite integral (1,45%) e óleo de soja (1,39%).

Outros sete produtos tiveram variações negativas: tomate (-20,91%), arroz agulhinha (-16,10%), açúcar cristal (-9,58%), farinha de mandioca (-9,47%), feijão carioca (-3,76%), banana (-2,87%) e pão francês (-0,80%).

“Em setembro de 2025, o trabalhador de Manaus, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00, precisou trabalhar 93 horas e 05 minutos para adquirir a cesta básica”, diz a pesquisa.

Em agosto de 2025, o tempo de trabalho necessário havia sido de 95 horas e 15 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em setembro de 2025, 45,74% da renda para adquirir a cesta. Em agosto de 2025, esse percentual correspondeu a 46,81% da renda líquida.

“A redução do custo da cesta básica em boa parte das capitais é sinal de que as políticas do Governo do Brasil de abastecimento e apoio à produção de alimentos estão funcionando. A Conab e o Dieese trabalham para garantir transparência nos preços e contribuir com ações que assegurem comida de qualidade e a preços justos na mesa das famílias brasileiras”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Em âmbito nacional, as reduções mais expressivas em setembro ocorreram em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%).

Leia mais

Governadores relutam em reduzir ICMS sobre cesta básica

Os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74), Natal (R$ 610,27) e João Pessoa (R$ 610,93). O maior custo ficou em São Paulo (R$ 842,26).

Foto: BNC Amazonas