Fungo da Amazônia vira base para cosméticos ecológicos

Corante natural produzido por espécie amazônica mostrou ação antioxidante e antibacteriana em testes iniciais.

Publicado em: 07/02/2026 às 10:55 | Atualizado em: 07/02/2026 às 11:18

Um fungo amazônico pode abrir caminho para uma nova geração de cosméticos sustentáveis. Testes iniciais indicam que o Talaromyces amestolkiae produz um corante natural capaz de ser aplicado em cremes faciais, bastões em gel e xampus.

O extrato apresentou redução superior a 75% de compostos oxidativos em contato com a pele e manteve mais de 60% das células viáveis, indicando segurança dermatológica. Os resultados foram publicados na revista ACS Omega.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Unesp, em parceria com a Universidade de Lisboa e a USP. O estudo mostra que colorantes microbianos podem substituir corantes sintéticos, cada vez mais restritos por associações com alergias e outros efeitos adversos.

A espécie foi identificada a partir da coleção micológica da Ufam e se destaca por produzir tons intensos que variam do amarelo ao vermelho. Para estimular essa coloração em laboratório, os pesquisadores simularam as altas temperaturas típicas de Manaus.

Segundo as cientistas Juliana Barone Teixeira, Valéria de Carvalho Santos-Ebinuma e Joana Marques Marto, além do apelo ambiental, a cor é um fator decisivo na escolha de cosméticos, o que amplia o potencial comercial do corante natural. A descoberta reforça o valor estratégico da biodiversidade amazônica para inovação científica e industrial.

Leia, na íntegra, na Folha de S. Paulo.

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Foto: divulgação