Garantido aposta na força popular e no encanto amazônico
Apresentação levou para a arena o tema "Parintins, portal do encantamento" e emocionou o público no bumbódromo.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 27/06/2026 às 10:46 | Atualizado em: 27/06/2026 às 10:47
O boi Garantido encerrou a primeira noite do 59º festival de Parintins, já na madrugada deste sábado (27 de junho), com o espetáculo “Parintins, portal do encantamento”, exaltando a ancestralidade indígena, a união dos povos e a força dos originários da ilha Tupinambarana.
Em uma apresentação marcada por grandes alegorias, o boi vermelho e branco conduziu o público por histórias que celebram a união dos povos, os seres encantados da Amazônia, crenças e tradições.
A abertura do espetáculo contou com a alegoria assinada pelo artista Aguinaldo Souza, que reuniu elementos da floresta amazônica e seres encantados. Da estrutura surgiram itens oficiais do boi, como a porta-estandarte Jeveny Mendonça e a sinhazinha da fazenda Raíra Lins, estreante na arena do bumbódromo.
Ao longo da apresentação, o boi vermelho explorou grandes quadros coreográficos, alegorias monumentais e forte participação dos itens oficiais, mantendo o padrão de grandiosidade que caracteriza suas apresentações.

Narrativa aposta na identidade amazônica
O Garantido desenvolveu uma narrativa voltada ao imaginário amazônico, valorizando personagens, lendas e manifestações culturais que transformam Parintins em referência internacional do folclore brasileiro.
As evoluções privilegiaram o impacto visual das alegorias e a ocupação integral da arena, buscando criar sucessivos momentos de efeito para jurados e público.
Torcida mantém protagonismo
Mais uma vez, a torcida encarnada foi um dos diferenciais da apresentação. As coreografias sincronizadas, o canto coletivo e a intensa participação das arquibancadas reforçaram a atmosfera de espetáculo popular que marca o Festival de Parintins.

Lenda parintintin
O Garantido apresentou a lenda amazônica “Parintintin, o povo que veio do céu”, criada pelo artista Leandro Oliveira. A narrativa levou à arena a história do povo parintintin, por meio dos seres encantados da floresta, atingindo o auge na apresentação da cunhã-poranga Isabelle Nogueira.
Outro momento marcante da apresentação foi a figura típica regional, que homenageou mulheres e mães guerreiras guardiãs dos saberes da floresta. A cantora Márcia Siqueira participou da evolução representando a mãe da floresta.
Encerrando a apresentação, o ritual indígena apresentou “O sonho de Ipají”, abordando o poder da cura e da espiritualidade indígena em uma viagem em que passado e futuro se encontram.
Com estilos bastante distintos, Garantido e Caprichoso encerraram a primeira noite deixando aberta a disputa pelo título de 2026.
Enquanto o boi azul apostou na fluidez cênica e na compactação do espetáculo, o vermelho manteve a tradição das grandes construções alegóricas e da força coletiva de sua galera, elevando a expectativa para as duas noites decisivas do festival.

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Fotos: Mauro Neto/Secom
