Imagem de Chico da Silva ocupa mural da Casa das Artes
Chico da Silva, natural de Parintins, revelou-se sambista de primeira linha a partir do anos de 70
Publicado em: 17/09/2025 às 15:00 | Atualizado em: 18/09/2025 às 04:32
A imagem do cantor e compositor Chico da Silva, obra do grafiteiro Cria, passou a ilustrar o muro da Casa das Artes, na rua Barroso, no Largo de São Sebastião, em substituição à que homenageava o cantor Zezinho Corrêa.
Zizinho Corrêa morreu em 2021, vítima do covid-19, e o seu mural foi inaugurado em 2022.
Ambos estão entre os artistas que divulgam a cultura amazonense em nível mundial.
Como intérprete do grupo Carrapicho, Zezinho Corrêa apresentou a toada de boi-bumbá à Europa, na década de 1990, por intermédio do hit “Tic, tic, tac”, do compositor parintinense Braulino Lima.
A partir da Europa, a toada passou a ser tocada em programas populares de TV e rádios de todo o país.
Zezinho Corrêa estava em plena atividade quando foi acometido pelo covid-19, vírus causador da pandemia que ceifou as vidas de mais 700 mil brasileiros. A morte de Zezinho gerou comoção na categoria artística e entre seus fãs.
Samba e toada
Chico da Silva, natural de Parintins, revelou-se sambista de primeira linha a partir dos anos 70.
Gravou 14 LP (long play), em disco de vinil, e uma dezena de CD com sucessos consolidados na música brasileira, como “Barba Azul” (Chico da Silva/Venâncio Ferreira), “Sonhos de amanhã” (Chico da Silva), “É preciso muito amor” (Chico da Silva e Noca da Portela) etc.
Chico também é autor de “Sufoco”, em parceria com Antônio José, sucesso na voz de Alcione.
Além de sambista, Chico da Silva canta e compõe toada do boi-bumbá, gênero musical amazonense criado no festival folclórico de Parintins, protagonizado por Garantido e Caprichoso.
Duas de suas toadas destacam-se em nível mundial: “Vermelho”, popularizada nas vozes de Fafá de Belém e David Assayag e “O amor está no ar”, em parceria com o jornalista Marcos Santos.
Queridinhos
Os dois artistas homenageados no espaço cultural mais importante da cidade se notabilizam como “queridinhos” dos amazonenses pela qualidade musical, afeto aos fãs, visibilidade e valorização da cultura local e regional.
Por isso, são os primeiros a ter suas imagens no mural da Casa das Artes, vizinha dos monumentos icônicos Teatro Amazonia, Igreja de São Sebastião e Palácio da Justiça, todos construídos durante o período excepcional da economia da borracha (1879/1912) e administrados pela Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (SEC).
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Foto: Wilson Nogueira/especial para o BNC Amazonas
